Google vai avisar usuários sobre edição em resultados de pesquisas

Por Redação | 09 de Junho de 2014 às 10h37

Após a decisão da Suprema Corte da Europa, que obrigou o Google a remover de seus sistemas resultados considerados como vexatórios ou mentirosos pelos citados, a empresa vai começar a avisar seus usuários quando tal ação for realizada. Alegando um compromisso com a liberdade de informação, a empresa irá alertar que ali, naquela página de pesquisas, estariam resultados que acabaram sendo omitidos por pedidos de terceiros.

A notificação será semelhante à que já é exibida hoje nos casos de links para conteúdo pirateado, nos quais a empresa já exibe a informação de que um pedido da DMCA, que representa gravadoras e estúdios de cinema, resultou na remoção de alguns resultados. A própria solicitação de retirada de conteúdo também deve ser apresentada publicamente, da mesma maneira que acontece com os conteúdos de tapa olho.

A questão é que, no caso da DMCA, os pedidos de remoção incluem também os links para as páginas que foram retiradas das buscas. Ou seja, caso a pessoa realmente estiver disposta a achar aquele conteúdo bloqueado, poderá simplesmente acessar a documentação e seguir normalmente para o conteúdo indicado. O Google não informou se isso acontecerá também no caso de remoção por conteúdo vexatório ou calunioso, já que tal ato derrotaria o próprio propósito da remoção.

Segundo as informações do jornal The Guardian, em pouco menos de um mês o Google já recebeu mais de 41 mil pedidos de remoção de conteúdo. 31% deles se relacionam a fraudes e golpes, enquanto 20% estão associados a crimes violentos e 12% à pornografia infantil. A empresa avalia os pedidos um a um para decidir quais deles são pertinentes e separá-los dos que apenas tentam se aproveitar da decisão judicial.

A ideia da Corte Suprema europeia é dar aos usuários o “direito de ser esquecido”. Alegando que a ferramenta de buscas é a grande porta de entrada a diversos sites, a justiça da Espanha tomou uma decisão a contragosto do próprio Google, que a caracterizou como uma flagrante violação à liberdade de informação.

Na opinião da empresa, ela serve apenas como um diretório de informações publicadas por produtores de conteúdo e, sendo assim, deveriam ser estes os acionados judicialmente para remoção das páginas. Por outro lado, a justiça espanhola considerou que o Google realiza “instantâneos” das páginas da web, mantendo as buscas e até mesmo cópias em cache por algum tempo após a retirada das URLs originais, constituindo uma violação dos direitos dos cidadãos atingidos.

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