Google trabalha em projeto de internet Wi-Fi na nuvem, diz site

Por Redação | 23.05.2014 às 12:22

Além dos tablets, smartphones e dos óculos inteligentes Glass, o Google possui um outro produto bastante popular em alguns locais dos Estados Unidos. Lá, a empresa também oferece serviços de internet banda larga, o Google Fiber, com planos que variam de US$ 70 a US$ 300 (R$ 144 a R$ 620) e velocidade média de download de 700 Mbps.

Agora, a gigante das buscas deve ampliar sua participação nesse mercado e focar em pequenas, médias e grandes corporações. De acordo com o site GigaOm, o Google tem planos de oferecer uma rede Wi-Fi na nuvem voltada para escritórios e companhias. Para ajudar nessa empreitada, a empresa trabalha junto com a Ruckus Wireless, fabricante norte-americana de soluções para redes de internet sem fio presente em segmentos de hotéis, educação, hospitais, governo e operadoras.

Os rumores começaram ainda nesta semana, quando a imprensa internacional divulgou os planos do Google de otimizar a qualidade do Wi-Fi já existente em academias, restaurantes e escritórios menores. No entanto, em vez de ser direcionado apenas a pequenas e médias empresas, o objetivo é permitir que qualquer entidade se torne cliente. A ideia fundamental da companhia, nas palavras do site TechCrunch, "é cobrir o mundo com conectividade".

Segundo fontes familiarizadas com o assunto, o sistema desenvolvido pelo Google consiste em um controlador sem fio equipado com um software que virtualiza as funções da rede Wi-Fi na nuvem. No método tradicional, um controlador Wi-Fi que funcione em grande escala - como na sede de uma empresa ou em um aeroporto - gerencia o acesso a centenas de hotspots, garantindo que dispositivos se conectem seja de onde estiverem.

A grande sacada do Google é colocar esse controlador na nuvem para criar uma rede virtual, permitindo milhares de pontos de acesso espalhados por todo o mundo através da nuvem. É como se fosse uma grande rede doméstica: uma vez conectado à plataforma cloud, você pode acessar a internet não apenas em um único hotspot, mas em qualquer lugar credenciado pelo serviço, como uma padaria ou restaurante.

Fora a facilidade de acesso, o Google não teria de gerenciar milhares de equipamentos de redes sem fio, cada um localizado em um ponto (cidade, Estado, país) diferente, já que todo o sistema estaria "hospedado" na nuvem. É aí que entra a Ruckus Wireless que, graças ao seu conhecimento em toda a logística de instalação do Wi-Fi em locais públicos, ajudaria o Google a construir toda a infraestrutura necessária para que o serviço funcione.

Do ponto de vista da gigante de Mountain View, o projeto pode se tornar um componente-chave para oferecer pacotes de dados Wi-Fi, contornando o modelo atual praticado pelas operadoras nos Estados Unidos. Fontes disseram ao GigaOm que, para popularizar a ideia, o Google vai oferecer o serviço de graça para empresas, desde que elas concordem em se juntar à rede pública. Neste caso, mesmo participando gratuitamente, as companhias terão de fornecer as próprias conexões e equipamentos.

Além disso, o Google será capaz de fornecer a essas empresas análises e informações sobre os consumidores que utilizam as redes, incluindo dados sobre como eles usam seus dispositivos móveis naquele local - se tiram muitas fotos, gravam muitos vídeos, entre outras atividades conectadas. Ainda não há previsão de quando o sistema começará a funcionar.