Google sugere que seu domínio está ameaçado por empresas menores

Por Redação | 23 de Janeiro de 2015 às 10h55
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Durante um debate no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente do conselho de administração do Google, Eric Schmidt, sugeriu que o suposto monopólio do Google, tanto em serviços de buscas como em sistemas operacionais para dispositivos móveis, está ameaçado por novas plataformas que podem mudar a forma como empresas de tecnologia atuam no mercado.

De acordo com o Business Insider, Schmidt foi questionado sobre a "posição dominante" de grandes companhias da indústria, como Facebook, Apple e o próprio Google, e como elas exercem controle sobre uma quantidade massiva de dados da internet. Apesar de não admitir que o domínio da gigante das buscas pode ser substituído por outros programas no futuro, o executivo concordou com o fato de que startups e outras entidades têm optado pela criação de ferramentas próprias do que escolher o Google como opção principal. Dois exemplos são a Maçã e a rede social de Mark Zuckerberg, que agora possuem uma busca própria em vez do mecanismo do Google.

"Temos um novo grupo de concorrentes", disse Schmidt, se referindo aos novos serviços rivais da empresa. Para o empresário, a grande questão para o futuro (do Google) é saber quais aplicativos as pessoas mais querem usar e como a companhia pode tirar proveito disso. Schmidt também deu a entender que, embora muitas tragam ideias realmente inovadoras, são essas empresas menores que podem ameaçar o reinado do Google, uma vez que elas podem fazer sucesso com negócios começados do zero em questão de meses.

As afirmações do presidente do conselho de administração vêm algumas semanas após a União Europeia abrir uma investigação contra o Google e seu suposto monopólio no campo das buscas. Alguns órgãos reguladores sugeriram dividir a empresa em duas, já que sua quota de participação no mercado de pesquisas online é de 90% na Europa e de 80% no mercado de dispositivos móveis com o sistema Android em todo o mundo. Ao mesmo tempo em que deseja dividir a companhia, a UE quer que o Google compartilhe seus dados com a concorrência.

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