Google registra patentes de lentes de contato capazes de ler a íris do olho

Por Redação | 31.07.2014 às 11:00
photo_camera Divulgação

A biometria está com tudo no mundo da tecnologia. Mas se a função ainda se limita apenas à leitura das suas impressões digitais, no futuro, outras partes do seu corpo poderão ser usadas para destravar portas, efetuar pagamentos ou acessar ferramentas no seu smartphone. E o Google é uma das empresas que prometem investir nessa novidade com um sensor de escaneamento de íris do olho do usuário.

Essa possibilidade não é nova, e foi comentada pela Samsung no começo deste ano. Na época, a companhia chegou a cogitar incluir a função no Galaxy S5, mas acabou descartando a opção para possivelmente lançá-la no ano que vem, junto com o sucessor de seu celular mais recente. O Google, por sua vez, que ir além, e registrou duas patentes de lentes de contato que, através da leitura da íris, poderiam ser usadas para substituir as senhas digitais usadas atualmente.

De acordo com o site Phandroid, a primeira patente diz respeito a um sistema semelhante ao do famoso QR Code, aquele código em formato de imagem que contém uma informação específica. Funciona assim: as lentes seriam equipadas com sensores capacitivos, microscópicos e transparentes responsáveis pela detecção da íris do usuário. Assim como o QR Code, o acessório ocular então consegue ler a informação através da luz que lhe é refletida e, dessa forma, identifica quem está utilizando as lentes.

Baseadas nessa técnica, as lentes seriam capazes de produzir uma espécie de "identidade" (como um RG ou CPF), ou seja, os olhos de cada usuário representariam um padrão único. É aí que entra a segunda patente registrada pela gigante das buscas: uma camada de segurança que ajudaria a evitar fraudes por esse método de autenticação. Nesse caso, as lentes fariam a leitura de traços familiares do olho humano, como o jeito de piscar, a espessura das pálpebras e os líquidos presentes no globo ocular, para ter certeza de que aqueles olhos pertencem a uma pessoa de verdade.

Isso não só garantiria uma segunda forma de autenticação, como também evitaria que alguém roubasse os seus olhos. No filme Minority Report, por exemplo, os cidadãos são monitorados 24 horas não apenas por câmeras, mas também por sensores espalhados por todo canto que escaneiam a íris do olho para saber se aquela pessoa é realmente quem diz ser.

Em todo caso, vale lembrar que esses são apenas documentos de patentes que talvez nunca saiam do papel. No entanto, não seria nenhuma surpresa se o Google quisesse empregar esse conceito em algum de seus produtos nos próximos anos, visto que a companhia já tem em andamento um projeto de lentes de contato. A diferença é que este protótipo será direcionado, pelo menos em um primeiro momento, a pacientes com diabetes para ajudá-los a monitorar os níveis de glicose no sangue. As lentes devem chegar ao mercado em alguns anos.