Google quer reduzir rankeamento de sites de pirataria

Por Redação | 17.10.2014 às 15:08

O Google quer ser uma empresa reconhecida pela transparência, muitas vezes relutando em trabalhar com governos e empresas de conteúdo na retirada de conteúdo protegido ou na liberação de informações. É justamente isso que mostra o relatório de transparência da empresa. Mas agora, a companhia também parece estar tentando agradar o outro lado dessa moeda, anunciando medidas para diminuir o rankeamento de sites reconhecidamente piratas.

O anúncio veio em repercussão à mais recente edição do documento que lista as tentativas da DMCA e outros órgãos ligados ao copyright de remover conteúdo da ferramenta de busca. Segundo o Google, novas normas serão implementadas na próxima semana para diminuir a relevância de sites conhecidos por disseminar conteúdo ilegal ou não licenciado, de forma a reduzir a descoberta deles por seus usuários.

Não é necessariamente uma grande mudança, como aponta o The Verge. Desde 2012, o Google já toma medidas para diminuir o rankeamento de páginas que sejam alvos de disputas por órgãos de proteção aos direitos autorais. Agora, porém, a abordagem parece ser um pouco mais proativa, com domínios reconhecidos também sendo jogados mais para baixo independentemente da quantidade de notificações recebidas.

As mudanças vão afetar não apenas os resultados das pesquisas como também os recursos de autocompletar e outras sugestões realizadas pela empresa. Além disso, a ideia é sempre direcionar os usuários a lojas online ou conteúdos gratuitos licenciados, como os disponíveis no YouTube, de forma também a entregar aquilo que as pessoas estão buscando, só que de maneira legítima.

Resposta em forma de atitude

Para especialistas, a mudança na maneira de agir é uma resposta do Google às constantes críticas que recebe de órgãos desse tipo nos Estados Unidos, como a já citada DMCA e a Motion Picture Association of America. Tais organizações costumam elogiar a empresa pela aceitação dos pedidos de remoção de conteúdo, mas na mesma medida, solicitam intervenções mais ativas para lidar com o problema, já que a ação dos bucaneiros sempre é mais rápida que a obtenção de medidas judiciais para retirada de conteúdo.

Além disso, trata-se de um movimento cada vez mais constante da própria gigante das buscas, que procura licenciar os conteúdos disponíveis nas próprias plataformas, mesmo que eles tenham sido hospedados por usuários. Enquanto se prepara para lançar seu próprio serviço de música, por exemplo, o Google já começou a pagar royalties para bandas e artistas pela exibição de seus vídeos oficiais no YouTube. O novo sistema, então, trata-se de mais um passo nesse sentido.