Google quer gastar US$ 30 bilhões em compras de novas empresas

Por Redação | 22.05.2014 às 14:15
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O Google registrou, na última terça-feira (20), planos que indicam a intenção de gastar US$ 30 bilhões em aquisições de empresas internacionais ao longo de 2014. De acordo com os papeis registrados junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a ideia é expandir o portfólio de soluções de tecnologia a partir de companhias e startups fora do território norte-americano.

A ideia, além disso, é expandir seus negócios cada vez mais para fora dos EUA. Os territórios não-americanos, de acordo com dados publicados pela Computer World, já representam quase metade de todo o ganho global do Google e, com a aquisição de empresas locais, a ideia é expandir tais números ainda mais.

Ao que tudo indica, esse movimento já teria começado, já que a multinacional afirmou estar em negociações com um grande player do mercado internacional para adquiri-lo por US$ 4 ou US$ 5 bilhões. Sem citar nomes, o Google explica que a compra acabou não ocorrendo devido a problemas na negociação, mas sem dar mais detalhes sobre o caso.

A companhia também não revela quais são seus potenciais alvos para o futuro, mas afirma que essa estratégia será utilizada cada vez mais para que a empresa possa se posicionar em diversos segmentos de mercado e ampliar sua biblioteca de soluções. Para exemplificar, o Google citou a aquisição do serviço de mapas Waze, em 2013, bem como a compra de firmas especializadas em inteligência artificial e detecção de fraudes no Reino Unido.

O registro de intenções desse tipo junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos acontece após um pedido do próprio órgão. A empresa recebeu, no começo deste mês, uma solicitação de detalhamento sobre a forma como a companhia irá aplicar os ganhos obtidos no último ano fiscal que não foram distribuídos entre os acionistas.

Além disso, a operação fora dos EUA significa um giro maior do dinheiro obtido pelas filiais do Google no mercado internacional, sem que eles precisem retornar à matriz e resultar em uma gigantesca conta de impostos a serem pagos. Por esse ponto de visa, os próprios acionistas devem concordar que a decisão foi bem tomada.