Google quer deixar internet mais rápida com novo padrão de imagens

Por Redação | 21 de Julho de 2014 às 15h05
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O Google acredita já ter a chave para aumentar a velocidade na web: arquivos de imagens menores.

O novo formato, chamado Google WebP, visa substituir os arquivos atuais como JPEG com pacotes ainda menores, resultando em economia de energia e um carregamento mais rápido. Mas a mudança não é tão simples assim.

O WebP tem uma compressão de imagem um terço melhor que o JPEG, aumentando velocidade e economia. O YouTube, por exemplo, já usa WebP nas miniaturas de vídeo, o que fez o site ficar até 10% mais rápido. O Google também já usa o formato nas imagens da Chrome Web Store, que ficou um terço mais rápida e para os aplicativos móveis do Google +.

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A Netflix também passou a usar o formato na sua nova interface TV para carregar miniaturas. O Facebook adotou o WebP para seus aplicativos móveis e a extensão também já é usada por Tinder e eBay, por exemplo, informa o site Gigaom.

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O WebP nasceu a partir de pesquisas do Google que tentavam desenvolver um formato de vídeo chamado WebM, baseado no codec VP8. Durante o trabalho, engenheiros da empresa perceberam que o formato era muito bom para comprimir quadros-chave e assim nasceu o WebP. Entre as vantagens do novo padrão, está o fato dele combinar características que antes estavam separadas em diferentes formatos. O JPEG é bom em comprimir fotos e imagens ricas em detalhes, os GIFs permitem animação e PNGs podem ser transparentes e conter milhões de cores. O WebP reuniu tudo isso.

O padrão foi anunciado em 2010 e desde então tem sido integrado ao Chrome e ao Android. O navegador Opera também já adotou o formato, mas o objetivo é expandir para mais navegadores. Atualmente 46% dos browsers em uso têm suporte para WebP. No entanto, os outros 54% restantes representam um número expressivo. Ele não é aceito nativamente pelo Firefox, Internet Explorer e Safari, e por enquanto, nada indica que esses navegadores pretendam adotar o WebP.

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A Microsoft tem trabalhado no seu próprio formato, o JPEG XR, para substituir o JPEG tradicional. Um aliado do Google poderia ser a Mozilla, no entanto, a empresa já debateu o tema e optou por, ao invés de adotar o formato do Google, aprimorar o JPEG com o codificador chamado mozjpeg, que pode comprimir em 5% o tamanho da imagem.

O Facebook pode ser um aliado na propagação de um novo formato. Ele já está interessado em aumentar a velocidade de carregamento das páginas. No início deste ano ele adotou o WebP para uma fase experimental, mas a rede social percebeu que os usuários não apenas estavam olhando as fotos na web, mas fazendo download e as querendo para suas próprias bibliotecas. O problema foi que os usuários não sabiam o que fazer quando seus aplicativos de imagens não abriam arquivos com extensão WebP, o que fez o Facebook voltar a usar os arquivos JPEG. O exemplo mostra potenciais dificuldades em mudar a cultura na web.

Bengali afirmou que o WebP pode não ganhar todos os testes de medição, mas é um boa opção para unir qualidade de imagem, com velocidade na web e economia de banda larga. Além disso, ele tem por trás a força do Google e do Chrome. O executivo diz ainda que não sabe se o futuro será uma fragmentação entre os navegadores ou apenas encoders que podem melhorar a experiência do usuário.

Mesmo com uma fragmentação neste sentido, o usuário não sentiria tantas mudanças, além da velocidade de carregamento das páginas, obviamente. Quem teria que se adaptar às extensões diferentes nos navegadores seriam os desenvolvedores de websites.

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