Google investirá até US$ 1,5 bilhão em centro de pesquisas para 'curar' a morte

Por Redação | 04 de Setembro de 2014 às 09h07
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Mais que uma empresa de software, o Google se tornou referência quando o assunto são projetos mirabolantes. Desde o carro inteligente que dispensa motorista até os balões de internet do Project Loon, a companhia tem se destacado pelo desenvolvimento de conceitos que, à primeira vista, parecem um tanto futuristas, mas que podem sim fazer parte da nossa realidade. E a próxima investida da gigante das buscas é tentar enganar a morte – ou quase isso.

Em comunicado oficial, a companhia anunciou nesta quarta-feira (3) que irá construir um centro de pesquisa de até US$ 1,5 bilhão, em parceria com a empresa biofarmacêutica AbbVie, uma divisão da Abbott Laboratories, localizada na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Comandado pela Calico, o centro será erguido em São Francisco, também nos EUA, onde um grupo de pesquisadores será responsável pelo estudo e experimento de novas drogas que poderão ajudar no tratamento e cura de doenças como câncer e Mal de Alzheimer.

Para quem não sabe, a Calico é um segmento de saúde revelado pelo Google em setembro do ano passado com objetivo de criar tecnologias para tratar questões como envelhecimento, doenças incuráveis, patologias e criação de técnicas para prolongar a vida dos seres humanos. Na época, Larry Page, CEO do Google, comentou que o setor tinha grandes ambições, até mesmo a possibilidade de driblar a morte. Ray Kurzweil, cientista que trabalha no Google e deve ajudar nas pesquisas, defende a ideia de que, nos próximos 20 anos, a tecnologia vai permitir que possamos viver para sempre.

A Calico é liderada pelos cientistas Arthur D. Levinson e Hal V. Barron, ambos cofundadores da empresa americana de biotecnologia Genentech. De acordo com a companhia, a AbbVie dará apoio ao desenvolvimento científico e clínico que será realizado pelos profissionais da Calico, que cuidarão desses projetos pelos próximos cinco anos.

"Nosso relacionamento com a AbbVie é fundamental para a Calico, cuja missão é desenvolver terapias para melhorar a expectativa de vida em pessoas de idades com doenças [graves]. Isso vai acelerar nossos esforços para compreender a ciência do envelhecimento, avançar em nosso trabalho clínico e ajudar a trazer novos tratamentos importantes para os pacientes em todos os lugares", comentou Art Levinson, CEO e fundador da Calico.

Inicialmente, a Calico e a AbbVie irão investir até US$ 250 milhões para financiar o projeto. Depois, cada empresa poderá contribuir com US$ 500 milhões para intensificar os estudos no novo centro de pesquisas. Os estudos principais terão como foco novos tratamentos para doenças relacionadas com a idade das pessoas, especialmente aquelas que as atingem em idades mais avançadas. "Juntos, estamos confiantes de que vamos trazer novas soluções terapêuticas para os pacientes", concluiu Michael Severino, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento e cientista chefe da AbbVie.

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