Google entregou e-mails de dois voluntários do Wikileaks ao governo dos EUA

Por Redação | 24 de Junho de 2013 às 14h54

O Google entregou na última sexta-feira (21), após receber ordens judiciais secretas, os dados das contas no Gmail de dois ex-voluntários do site Wikileaks ao governo dos Estados Unidos. As ordens, anunciadas por ambas as partes, indicam que os rumores acerca de uma investigação federal sobre o Wikileaks e seu fundador, Julian Assange, podem ser verdadeiros. As informações são do Mashable.

Os alvos dos mandados judiciais para a quebra de sigilo são Smari McCarthy e Herbert Snorrason, ambos da Islândia. McCarthy é ativista da internet e programador que trabalhou para o Wikileaks até 2010, e Snorrason ajudou a gerenciar as denúncias sobre salas de chat ao longo de dois meses em 2010. Na última terça-feira (18), o Google enviou um e-mail aos antigos voluntários do Wikileaks, informando-os sobre a existência das ordens judiciais, que até o dia 2 de maio eram mantidas em sigilo.

Ainda não se sabe se as ordens judiciais estão relacionadas com a investigação contra o Wikileaks conduzida por uma corte federal em Alexandria, no estado da Virgínia, mas todos os sinais apontam neste sentido. A investigação teve início em maio de 2010 e foi reconhecida pelo governo norte-americano ao final daquele mesmo ano, e ao que tudo indica ainda está em andamento.

No caso de Smari McCarthy, o Google recebeu uma intimação judicial no dia 14 de julho de 2011 que ordenava a entrega de dados e outras informações referentes à conta no Gmail de McCarthy. Os dados incluem nomes e endereços físicos associados à conta, endereços de IP dos computadores usados para acessar o e-mail, e informações relacionadas ao uso do produto como, por exemplo, com quem ele se comunicava, quando, de onde e por quanto tempo.

Já com relação à conta de Snorrason, a empresa recebeu uma intimação no dia 14 de outubro de 2011 e, segundo documento oficial do Google, o governo obteve cópias de e-mails, mensagens deletadas, origem das mensagens e o seu destino, bem como a data e o horário que cada mensagem foi enviada, o tamanho e a duração de cada e-mail. "O Google foi obrigado a entregar todos os e-mails associados à minha conta no Gmail, cada fragmento de informação que tinham sobre a minha identidade, e tudo o que eu tinha enviado para um serviço do Google", afirmou Herbert Snorrason em seu site.

Snorrason ainda revelou em sua publicação que tudo isso se deve ao seu contato, ainda que breve, com Julian Assange, que é acusado pelos Estados Unidos pelo vazamento de informações confidenciais e que, atualmente, se encontra asilado na embaixada do Equador em Londres, Inglaterra. Tanto McCarthy como Snorrason, apesar da grande quantidade de dados entregues ao governo, afirmaram que não estão muito preocupados com isso, já que não utiilizavam o Gmail para trocar informações sigilosas.

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