Google é investigado pelo Cade por práticas anticompetitivas em buscas no Brasil

Por Redação | 11 de Outubro de 2013 às 16h08

O Google é alvo de uma investigação das autoridades que prezam pela defesa da concorrência de mercado no Brasil. As acusações são de que a empresa adotaria práticas anticompetitivas no segmento de pesquisas na web. As informações são do G1.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) analisa denúncias contra o Google realizadas pelas concorrentes Microsoft e E-Commerce Media Group, que é a dona do Buscapé e do Bondfaro.

O Google enfrenta três processos administrativos porque estaria priorizando os próprios sites em detrimento dos da concorrência, como é o caso do Google Shopping. O Cade também deve investigar se a empresa adota práticas que podem confundir os internautas, levando-os aos sites da companhia.

A E-Commerce Group informa que o Google se recusou a vender espaços publicitários para o Buscapé em sua ferramenta de buscas.

A análise do Cade também irá abranger a possibilidade de uma prática chamada "raspagem", em que o Google se apropriaria de conteúdos de sites rivais para seus serviços, como comentários opinativos sobre produtos ou listas de preços e lojas do Buscapé e do Bondfaro no Google Shopping.

"De acordo com a denúncia, uma vez que as opiniões dos usuários sobre produtos e serviços agregam informações relevantes e são um atrativo para ferramentas de buscas temáticas para compras, com essa prática o Google estaria subtraindo vantagens competitivas detidas por esses rivais e delas se beneficiando", afirmou o Cade em comunicado à imprensa.

A Microsoft, proprietária do buscador Bing, acusa o Google de práticas anticompetitivas como restrições no serviço pago de veiculação de publicidade Google AdWords. Segundo a companhia, o problema é que a concorrente impôs condições que dificultam o gerenciamento de campanhas publicitárias que são exibidas em diversos buscadores, o que prejudica diretamente o Bing e outros sites de busca, mas que beneficia o Google.

O Google não comentou o caso.

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