Google desativa extensões que inseriam anúncios indesejados no Chrome

Por Redação | 01 de Abril de 2015 às 12h44

Um estudo realizado pelo Google em parceria com a Universidade de Berkley, na Califórnia, foi responsável pela desativação de 192 extensões do navegador Chrome, todas identificada como meios de inserção de anúncios indesejados nas páginas. Segundo o trabalho, cerca de 5% dos usuários do navegador são vítimas de adwares desse tipo, e a companhia prometeu continuar trabalhando para reduzir esse total.

A prática vai contra as políticas da empresa e sua loja online de extensões, mas não necessariamente. De acordo com as regras, é perfeitamente possível desenvolver e publicar um add-on que faça a substituição de anúncios, desde que o usuário seja informado explicitamente sobre isso. Não era o caso dos softwares retirados do ar, que prometiam outras funcionalidades e, na mesma medida, chegavam até mesmo a trocar propagandas legítimas, em algumas páginas, por comerciais vinculados aos programas baixados.

Apesar de não ter revelado exatamente quais foram as expansões tiradas do ar – os usuários devem perceber isso apenas quando elas pararem de funcionar – o Google afirma que encontrou instâncias de um mesmo software tendo efeito semelhante não apenas no Chrome. O Internet Explorer e o Mozilla Firefox, tanto no Windows quanto no Mac OS X, também foram detectados como alvos das pragas, com os desenvolvedores responsáveis sendo informados sobre os problemas.

O problema vem sendo abordado pelo Google já há algum tempo, com o Chrome, por exemplo, informando aos usuários sobre o perigo sempre que eles tentam baixar algum software malicioso. Mesmo assim, a empresa admite que seus esforços não têm sido muito eficazes, já que apenas uma pequena porcentagem das pessoas realmente parece ter sido desestimulada a realizar o download após receberem o alerta do navegador.

Por isso mesmo, o Google chama a atenção não apenas para as extensões, mas também para os PUPs, sigla que, em inglês, significa “programas potencialmente indesejados”. Eles atuam da mesma maneira, substituindo anúncios e outros elementos online, mas agem diretamente na rede do usuário, trocando os dados antes mesmo que eles “cheguem” ao navegador. Estes são mais difíceis de serem bloqueados pelas empresas, e dependem de antivírus, firewalls e outras aplicações de segurança para serem barrados.

Foi esse o caso, por exemplo, do Superfish, um malware inserido pela Lenovo em diversos de seus notebooks, para exibir anúncios relacionados às pesquisas feitas pelos clientes no Google. Disfarçados de propagandas legítimas, levavam os usuários para sites parceiros. O malware gerou bastante negatividade para a companhia asiática, que pediu desculpas publicamente e anunciou programas para instalação e auditoria de softwares em computadores novos, de forma a utilizar apenas soluções seguras e confiáveis.

Enquanto isso, a questão toma uma dimensão ainda maior quando se pensa que a substituição de anúncios, seja ela proposital ou maliciosa, impacta diretamente nos negócios do Google. A plataforma da empresa é o principal mecanismo da internet para a exibição de propaganda em sites, e sempre que alguém entra na frente disso, o resultado é a perda de dólares.

Fonte: PC World

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