Google confirma que vai mesmo investir em realidade virtual para wearables

Por Redação | 22 de Outubro de 2014 às 13h15
photo_camera Divulgação

Após rumores e muito pensamento sobre o que o Google estaria planejando, veio a informação oficial. A empresa, juntamente com um grupo de outros investidores, confirmou a aplicação de US$ 542 milhões na Magic Leap, uma startup americana que tem a ideia de “unir mundos reais e virtuais” a partir de tecnologias de realidade virtual e gadgets vestíveis.

O que existe por trás da companhia ainda está envolto em segredos, mas seu CEO, Rony Abovitz, já falou que se trata de um aparelho leve e fácil de ser utilizado. O objetivo por trás dele, porém, é bastante filosófico. A ideia do executivo é criar, com dispositivos móveis, a mesma qualidade visual e sensações proporcionadas pelos nossos olhos ao observar uma bela paisagem, com fidelidade, precisão e, principalmente, grandiosidade.

De acordo com as especulações do TechCrunch, que também falou com o CEO da Magic Leap, pode se tratar de um óculos como o Google Glass, mas que não trabalhe com pequenas telas, mas sim com projeções digitais feitas diretamente na retina dos usuários. Essa é uma tecnologia que vem sendo estudada em laboratórios e seria capaz de produzir imagens bastante realistas, com pouca distinção entre aquilo que é real e o que é virtual. Oficialmente, porém, a Magic Leap permanece quieta.

Mas, ao contrário disso, ela não para de falar sobre o potencial de sua tecnologia que, inclusive, pode ser usada muito além da indústria mobile. É justamente por isso que, entre as investidoras, estão também a produtora Legendary Entertainment – de filmes como “A Origem” e a série Batman, de Christopher Nolan –, a fabricante de chips Qualcomm e a Obvious Ventures, que é focada em tecnologias sustentáveis e no mercado de saúde e fitness.

“O mundo é o seu desktop”

Voltando a falar sobre os aspectos mais lúdicos de seu equipamento, Abovitz disse que a ideia da startup é acabar com as barreiras entre o mundo real e a utilização de smartphones, tablets, televisores e todo tipo de equipamento eletrônico. Tudo poderia acontecer ao mesmo tempo, de acordo com a vontade do usuário.

Não se trata, porém, de algo como a realidade aumentada ou um dispositivo de imersão como o Oculus Rift. O CEO da Magic Leap está em uma posição complicada, na qual precisa diferenciar seu produto de outros existentes no mercado atualmente, na mesma medida em que mantém em segredo sua real característica. Contornando isso, ele responde apenas que a ideia é criar objetos tridimensionais que pareçam reais e sejam colocados no ambiente.

Não deve demorar muito para que a gente conheça um pouco melhor do que a companhia está aprontando. Abovitz afirma que a revelação vai acontecer “bem em breve” e que o investimento recebido ajudará a acelerar o desenvolvimento do produto e reduzir seu preço final para os consumidores.

A Oculus VR é uma grande inspiração, mas a Magic Leap não deve assumir o “modelo aberto” de seus parceiros de realidade virtual. A ideia é anunciar o equipamento quando ele já estiver próximo a chegar às prateleiras, mais ou menos como fazem as fabricantes de celulares e tablets, e não deixar os usuários esperando muito pelas inovações.

Como parte do investimento, o diretor dos setores Android e Chrome no Google, Sundar Pichai, passa também a fazer parte do quadro de diretores da Magic Leap. Outros executivos da empresa e também da Qualcomm passarão a atuar como conselheiros, realizando uma ponte entre as empresas, o mercado e a startup.

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