Google cancela projeto com barcas para apresentações flutuantes

Por Redação | 07.11.2014 às 14:57

Um projeto com mais de dois anos de existência e muita ambição por parte do Google foi cancelado nesta sexta-feira (7). Após sérios riscos de segurança levantados pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, a empresa anunciou que sua iniciativa para criar barcas que seriam usadas para apresentações “flutuantes” está oficialmente finalizada antes mesmo de ser lançada ao público.

Com construção iniciada no início de 2013, as embarcações colocadas nas cidades de San Francisco, na California, e em Portland, no Maine, seriam usadas como um palco pouco convencional para anúncios e exibições ao vivo. A ideia do Google era criar ali um espaço para apresentações em tempo real de tecnologias desenvolvidas pela companhia - como o Google Glass, por exemplo -, além de ser um local onde crianças e outros usuários poderiam aprender gratuitamente sobre novos gadgets inovadores.

No entanto, a preocupação das autoridades com relação a incêndios e as dificuldades do Google em atender aos requisitos mínimos de segurança levaram ao cancelamento da iniciativa. Segundo os documentos revelados pelo jornal americano The Wall Street Journal, haviam severos problemas no design das barcas, que não seguiam normas básicas de segurança, além de carregarem mais de 18 mil litros de combustível para se manter em funcionamento e outros materiais inflamáveis a bordo. Dessa forma, o potencial de um incêndio em larga escala se tornou um motivo suficiente para levantar preocupações sérias no governo local.

A expectativa da gigante das buscas era que 1.200 pessoas passassem todos os dias pelo que ela estava chamando de “showroom”, apesar da construtora das embarcações, a Foss Maritime, afirmar que apenas 150 poderiam estar a bordo ao mesmo tempo. O objetivo era inaugurar primeiro o espaço em San Francisco, mais próximo da sede da empresa, para depois seguir o projeto em outras localidades.

Os documentos também citam trabalhos do Google junto a órgãos governamentais, incluindo a própria Guarda Costeira, na tentativa de obter recomendações de como proceder em relação à construção da barca. Mesmo assim, o projeto não foi para a frente e as frequentes preocupações com segurança, além da já citada dificuldade em cumprir as normas, acabaram por enterrar o projeto.

Em fevereiro, a empresa pediu que a Foss Maritime iniciasse o desmanche das embarcações e a venda de peças e outros equipamentos como sucata.