Google Maps quer se tornar mais contextual e pessoal

Por Redação | 06 de Novembro de 2013 às 16h14

Para o Google, o mapa do futuro deve levar em consideração tudo o que ele sabe sobre você e o mundo e ser criado em tempo real, enquanto você vive a sua vida.

“Nós podemos criar um novo mapa para cada contexto e para cada pessoa”, disse Bernhard Seefeld, diretor de gerenciamento de produto do Google Maps, na conferência GigaOm Roadmap 2013. “Um mapa específico que ninguém tenha visto antes”.

Seria como os primeiros mapas antigos que contavam histórias de descobertas e criavam mais de uma conexão emocional com o mundo em desdobramento. O Google quer construir o que Seefeld chamou de “mapas emocionais que refletem nossas conexões da vida real, com uma pequena previsão do futuro e possíveis viagens.”

Os mapas de “contextos conscientes” do Google exigirão refinamento e expansão dos dados do Maps, além de combiná-los com dados pessoais de aplicativos, como o Google Now – o assistente pessoal digital da empresa.

“O mapa deve trazer coisas sobre as quais você se importa. Quando você dá uma afastada no mapa (zoom-out), as marcações somem... então nós temos que escolher o que é importante para mostrar”, disse Jonah Jones, designer-chefe do Google Maps.

"Com o conhecimento de lugares que você avaliou, com quem você foi, lugares que seus amigos visitaram ou gostam e times pelos quais você torce, o Google Maps poderá integrar os dados contextuais mais relevantes na sua apresentação visual e interativa", explicou o executivo.

Por exemplo, se você estiver em uma cidade onde está acontecendo um jogo de futebol e o seu time está jogando, você poderá ampliar o Maps que ele irá lhe mostrar o placar do jogo. Se você estiver visitando Paris, com o conhecimento de seus interesses e visitas anteriores, o Maps poderia lhe mostrar lugares que você ainda não visitou e que se encaixam no seu perfil.

Um dos problemas para a equipe do Google é ter as informações atualizadas e mapas precisos dos interiores dos lugares, bem como compreender o significado semântico da situação, como por exemplo, estar no caixa de uma loja, disse Seefeld. “Nos EUA, cerca de 20% das empresas fecham e abrem todos os anos. Construir um sistema que mantém-se atualizado é um dos nossos maiores desafios”.

No futuro, o Google Maps pode, também, integrar sensores de dados. “Localização é uma parte do contexto. O sensor pode fornecer conteúdos extras”, afirmou Seefeld. Além disso, o Google está trabalhando no conceito de “mapa de guardanapo” (aquele mapa que você pede para alguém desenhar quando precisar encontrar um estabelecimento ao redor de onde está), dando aos usuários uma visão básica das coisas que eles precisam saber e lembrar.

Seefeld espera que o Google possa fornecer mais 10% de experiência aos seus usuários, incluindo coisas como mostrar um novo café que ainda não foi visitado ou um parque que o usuário não sabia que existia. Tudo isso para poder criar um mapa mais contextual. “Os resultados de pequenas mudanças são imensos”, concluiu.

Assista ao vídeo da apresentação abaixo:

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!