Google I/O 2013: sensores coletam inúmeros dados de todos os visitantes da feira

Por Redação | 17 de Maio de 2013 às 16h40

Todos os visitantes da conferência anual para desenvolvedores do Google, a Google I/O, que termina nesta sexta-feira (17) em São Francisco, Estados Unidos, estão participando de um grande projeto piloto da gigante da Web, que promete coletar todos os tipos de dados possíveis sobre as pessoas desde o calor do corpo até a respiração. As informações são do site Read Write.

Michael Manoochehri, engenheiro de desenvolvimento de software do Google, afirmou que a empresa instalou 525 sensores nos espaços do Moscone Convention Center e, desde quarta-feira (15), está coletando dados sobre todas as pessoas que circulam pelo centro. Com os sensores, a empresa começou a coletar dados sobre temperatura, umidade, iluminação, pressão, incluindo os passos próximos do sensor, qualidade do ar e ruídos no ambiente.

Os dados coletados são captados pela App Engine, do Google, a cada 20 segundos e depois, uma análise completa das informações é feita pelo BigQuery Big Data. Por último, a análise dos dados é apresentada em telas interativas distribuídas ao longo do centro de conferências. A edição deste ano da Google I/O foi focada na apresentação de novas ferramentas dentro dos produtos Google para os desenvolvedores e uma integração maior com outros serviços da companhia.

Sensores Google I/O

Reprodução: Read Write

O projeto de captação de dados por sensores, desenvolvido dentro do Data Sensing Lab, reúne um pouco de cada conceito apresentado pelo Google durante seu evento, já que a capacidade de determinar a qualidade do ar em determinado horário do dia pode ser relevante quando relacionada com outros dados como, por exemplo, informações sobre ruídos e, com isso, é possível advinhar o que está acontecendo no ambiente.

Privacidade

Eric Schmidt, executivo do Google, descreveu de forma precisa a política de privacidade da companhia, afirmando que ela deve "chegar até a linha do que é assustador, mas nunca ultrapassá-la". Em março do ano passado, o Google apresentou a unificação de sua política de privacidade, sugerindo que seus serviços seriam capazes de prever buscas e até uma nova reunião, e sugerir locais e atividades para os usuários com base em suas preferências. A medida causou muita indignação entre membros do Congresso dos EUA, usuários e defensores da privacidade.

Sensores Google I/O

Reprodução: Read Write

Segundo a reportagem do Read Write, o público que esteve presente na Google I/O costuma ser mais amigável com relação a novas tecnologias de captação de dados do que o público em geral. Um exemplo disso é o que o repórter Sam Napolitano, do The Huffington Post, afirmou sobre a nova tecnologia: que ele não espera ter tanta privacidade assim em locais públicos e por isso não se importou com os sensores do Google durante a conferência.

Internet das Coisas

A coleta de dados a partir de sensores é tida como a peça chave para o surgimento da Internet das Coisas, e como não podia deixar de ser, o Google estaria muito interessado em ser um dos pioneiros no setor. A empresa já recolhe dados a partir dos smartphones Android, que são usados para ajudá-la a melhorar seu conhecimento sobre tráfego e localizações dentro do Google Maps. Além disso, o Google também é muito eficiente em analisar os dados dos usuários para, com base em seus interesses, vender e disponibilizar anúncios personalizados, e até fornecer recomendações.

O projeto que a companhia apresentou na conferência indica que ela tem planos de ir um pouco além na coleta e análise de dados. Um dos exemplos de onde os sensores poderiam ser usados está nos próprios carros do Google Street View, que poderiam coletar informações sobre qualidade do ar e disponibilizá-las em seus mapas e imagens em 360 graus da região.

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