Google, Apple, Intel e Adobe vão pagar US$ 415 milhões para encerrar processo

Por Redação | 16 de Janeiro de 2015 às 19h20

Parece que uma ação de classe em andamento desde 2011 contra algumas das gigantes da tecnologia está prestes a chegar ao fim. De acordo com documentos registrados nesta semana na justiça dos Estados Unidos, Google, Apple, Intel e Adobe concordaram em pagar US$ 415 milhões em compensações para funcionários em potencial que se sentiram afetados por uma política de “poaching” compartilhada entre as empresas.

A ideia aqui é que, como forma de proteger os próprios segredos, tecnologias e práticas – além de evitar um crescimento acelerado nos salários –, as companhias não contratavam funcionários entre si. Sendo assim, quem trabalhasse para uma delas poderia excluir todas as outras três de futuros trabalhos, em uma prática que foi considerada ilegal após um processo de classe movido por 64 mil engenheiros de software americanos. As informações são da BBC.

Originalmente, a ação pedia US$ 3 bilhões em danos causados pela atitude. Com o andamento do processo, as empresas concordaram em pagar 324,5 milhões no ano passado, em uma proposta que foi recusada pela justiça por ser considerada baixa demais. A juíza responsável pelo caso, Lucy Koh, utilizou como precedente um caso semelhante, contra a Pixar, LucasArts e outras empresas de animação, cujo acordo chegou a US$ 435 milhões.

Agora, em uma nova tentativa de encerrar a questão, Adobe, Google, Apple e Intel oferecem US$ 415 milhões, valor que pode ser ampliado ainda mais de acordo com correções, custos legais e outras imposições que podem ser colocadas pela juíza. A aceitação do acordo, porém, ainda não é garantida e depende da aceitação também dos envolvidos, que por meio de seus advogados, já afirmaram mais de uma vez estarem dispostos a receberem valores menores para que a ação seja encerrada, desde que as empresas também concordem em interromper a prática do poaching.

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