Gasto global com TI será 50% inferior que o esperado em 2014, diz consultoria

Por Redação | 15 de Agosto de 2014 às 14h50
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A empresa especializada em consultoria em Tecnologia da Informação Forrester atualizou nesta segunda-feira (11) sua previsão de gastos globais com TI para o ano, derrubando a expectativa de 6,2% para 3,3%. Com o novo balanço, a empresa diz que o total gasto pelo setor deve ficar em US$ 2,2 trilhões.

De acordo com a consultoria, a queda é resultado de um primeiro semestre fraco, principalmente em países como Estados Unidos e Reino Unido, que fazem parte do que ela chama de Tech Twelve. Apesar disso, o vice-presidente da Forrester, Andrew Bartels, afirma que o crescimento será retomado ainda este ano e que esses países estarão à frente dele. Ainda de acordo com Bartels, os países latino-americanos apresentarão as maiores taxas de crescimento relativo.

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"Com as crescentes pressões para responder às novas demandas do consumidor, as empresas vão concentrar investimentos em tecnologias ligadas ao relacionamento com clientes, principalmente CRM, aplicações SaaS, aplicativos móveis e sistemas de analytics e Big Data para identificar formas de conquistar, atender e reter clientes", afirmou o executivo na pesquisa. Segundo ele, 50% dos investimentos nessas tecnologias serão feitos nos EUA.

A Forrester ainda prevê que tecnologias com foco em uso corporativo, como aplicações de negócios, PCs, tablets, smartphones e serviços relacionados à consultoria, terão aumento de 2,3% em todo o mundo e chegarão a US$ 1 trilhão. Os gastos com infraestrutura de TI, por sua vez, também crescerão 2,5% e atingirão a marca de US$ 917 milhões.

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Embora muitos CIOs vejam essa desaceleração como um alerta para reduzirem os investimentos em TI, Bartels a vê com outros olhos e alerta: "na maioria dos países, a redução já aconteceu na primeira metade de 2014".

Também de acordo com ele, ainda há bastante espaço para "investir em novos projetos e iniciativas baseados em tecnologias móveis e inteligentes neste segundo semestre" e que esse é o momento certo para mostrar que os revendedores estão errados sobre o fraco desempenho da primeira porção do ano.

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