Ex-funcionários revelam o que acontece na Apple Store mais corrupta do mundo

Por Redação | 22 de Agosto de 2012 às 14h45

Quando pensamos na Apple, imaginamos uma empresa em que tudo funciona da melhor forma possível, porém, uma Apple Store nos Estados Unidos provou que nem tudo é como parece. O site Gizmodo obteve relatos confidenciais de funcionários da loja que afirmaram ter roubado e trocado aparelhos.

Os empregados, que não tiveram seus verdadeiros nomes divulgados pela reportagem, contaram sobre tudo que acontece nos bastidores e na administração da loja. Ronald e Jake, nomes fictícios, viram (e fizeram) todo o tipo de infração com os produtos dos clientes.

Apple Store fachada

A gerente trocava computadores por favores pessoais

Ronald e Jake relataram que a gerente da loja, que fazia do ambiente de trabalho seu próprio playground, costumava contratar pessoas sem habilidades e que ganharam o título de Genius. Essas pessoas, com o apoio da gerência, cometeram diversos crimes contra o patrimônio da Apple e dos consumidores.

A gerente ainda foi descrita como uma pessoa tirana e que vendeu uma série de computadores com descontos não autorizados pela Apple para uma clínica de cirurgia plástica em troca de um procedimento de redução do estômago.

"Ela era muito conhecida por fazer favores para empresas locais que não queriam jogar as regras da Apple, entregando computadores sem pagamento, forjando os inventários da loja e oferecendo descontos excessivos para receber favores adicionais fora do local de trabalho", relatou Jake.

Apple Store interior

Era comum que os funcionários do Genius Bar fossem trabalhar bêbados

Os bônus dos funcionários também foram cortados ou totalmente eliminados para que os gestores da loja pudessem ficar com uma quantia ainda maior das vendas de produtos. As práticas da gerente não duraram muito, pois ela foi demitida por justa causa por supostamente fazer contratações indevidas e atividades questionáveis acerca do uso dos serviços da loja.

Mas a gerente não foi a única a abusar dos serviços da Apple Store. Ronald afirma que ele, junto com muitos outros funcionários, faziam trocas de iPhones e outros produtos de forma ilegal e, que para ter um celular de graça, faziam transações falsificadas. Além disso, eles costumavam 'brincar' de quebrar os aparelhos que foram substituídos em transações falsas durante suas festas.

Os funcionários ainda afirmaram que é muito comum os integrantes do Genius Bar estarem bêbados durante seu período de trabalho. E se eles não fossem com a cara dos clientes, arruinavam os computadores e outros produtos.

Crachá ex-funcionário Apple Store

Os funcionários quebravam os aparelhos dos clientes de propósito

Alguns dos funcionários que forjavam inventários e roubavam aparelhos da loja também foram pegos em flagrante e, claro, demitidos. Em um dos casos, um funcionário estava roubando dinheiro do cofre da loja durante a noite quando foi pego pelo gerente.

Os clientes que eram considerados insuportáveis tinham seus aparelhos totalmente destruídos pelos funcionários como, por exemplo, quando um integrante do Genius Bar derramou whisky sobre o Macbook de um cliente.

E Jake ainda relata que sofreu preconceito por sua orientação sexual assim que começou a trabalhar na Apple Store. Um dos gerentes na época espalhou para todos os funcionários que Jake era gay, deixando o funcionário constrangido.

Todas as pessoas que apareceram na matéria não são mais funcionários da Apple e hoje, trabalham em outros setores do comércio. Jake saiu da empresa, enquanto Ronald alegou que sua demissão era injusta e tentou permanecer na companhia.

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