Funcionários em países emergentes são mais adeptos do BYOD, aponta estudo

Por Redação | 05.03.2013 às 08:30

Os países emergentes são protagonistas de uma tendência que divide opiniões, o "Bring Your Own Device" (BYOD), onde os funcionários utilizam seu próprio dispositivo – notebook, smartphone, tablet etc – para trabalhar.

Segundo uma pesquisa encomendada pela empresa de tecnologia Logicalis, essa tendência é conduzida por dois fatores: a predisposição dos países em desenvolvimento de "viver para trabalhar" e uma menor taxa de empresas que fornecem celulares ou tablets corporativos para seus funcionários.

O estudo apontou ainda que em 17 mercados, 57,1% dos empregados em tempo integral se envolvem com algum tipo de BYOD. No entanto, quando dividido por mercado, há uma tendência clara: 75% dos entrevistados em mercados emergentes (incluindo Brasil, Rússia, Índia e Emirados Árabes Unidos) demonstraram uma propensão muito maior a usar seus próprios dispositivos em ambiente de trabalho, comparado a 44% em mercados mais maduros.

A pesquisa sugere ainda que os trabalhadores de mercados em crescimento enxergam o BYOD como uma forma de subir em suas carreiras, já que 79% deles acreditam que estar sempre conectado em aplicativos corporativos lhes permitem fazer um trabalho melhor, em comparação com 53,5% em mercados mais maduros.

Porém, embora a pesquisa mostre que os trabalhadores nos mercados emergentes estão adotando a tendência do BYOD em maior número do que em mercados como os Estados Unidos, hoje, os departamentos de TI dos EUA estão liderando em termos de gestão de BYOD.

Entre todas as regiões pesquisadas, os funcionários norte-americanos são os mais susceptíveis a assinar uma política de BYOD na empresa onde trabalham. Para ser exato, a pesquisa mostra que 30,6% dos trabalhadores norte-americanos que usam seus próprios dispositivos no trabalho já assinaram um termo que regulamenta o assunto.

"A falta de gerenciamento do BYOD cria um grande risco de segurança de dados, e as implicações da perda de dados sensíveis por meio de um dispositivo de propriedade pessoal podem ser terríveis de perspectivas financeiras, reputacionais e legais. Cada empresa deve entender o comportamento de seus próprios funcionários, que, como vimos, são susceptíveis a serem influenciados pela sua localização, e administrá-lo de acordo com seu perfil de risco", disse Richard Absalom, analista da empresa de consultoria Ovum.

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