Foxconn enfrenta nova greve de funcionários na China

Por Redação | 16 de Janeiro de 2013 às 11h48

A Foxconn, principal fornecedora de componentes para a Apple, está enfrentando mais uma série de problemas com seus funcionários chineses. No último final de semana, uma nova greve de funcionários se iniciou em uma fábrica das fornecedoras da Hon Hai, divisão da Foxconn International, localizada na cidade de FengCheng, envolvendo mais de mil pessoas que exigiam melhores salários e condições de trabalho.

A China Labor Watch, organização não-governamental, informou que duzentos trabalhadores da fábrica da Xin Hai no turno da noite iniciaram as manifestações na última quinta-feira (10) e os empregados do turno da manhã se uniram aos outros grevistas, afirmando que só voltariam ao trabalho após as comemorações do Ano Novo Lunar, em fevereiro - quando muitos funcionários viajam para rever suas famílias.

Em comunicado oficial, a Foxconn negou ser proprietária da planta de FengCheng e afirmou que eles são apenas parceiros comerciais. "Nós pedimos aos gestores desta empresa para trabalhar com seus empregados e representantes do governo local para resolver o problema, garantindo o cumprimento de elevados padrões de trabalho e condições de vida que esperamos de qualquer empresa associada à nossa companhia", afirmou a Hon Hai ao The Wall Street Journal.

Greve funcionários Foxconn

Reprodução: Molihua

A Xin Hai emprega mais de 5,5 mil trabalhadores e fabrica equipamentos para computadores, impressoras, telefones celulares e servidores. A renda de exportação da companhia no último ano foi de US$ 76 milhões (R$ 154 milhões).

Há um pouco mais de um ano, a Foxconn foi acusada por organizações de monitoramento do trabalho de não empregar as condições minímas de trabalho para seus funcionários, de higiene, de segurança e também por empregar menores de 16 anos em suas fileiras de produção - na China, o trabalho de pessoas com 16 anos completos é legalizado. A companhia passou por uma série de vistorias no país, e foram encontradas dezenas de infrações.

Alguns meses após as vistorias, a empresa efetuou algumas mudanças e melhorias para a vida dos funcionários da fábrica, mas continua se envolvendo em polêmicas trabalhistas como, por exemplo, o caso de suborno envolvendo funcionários e fornecedores.

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