Foxconn é acusada de forçar estudantes a trabalhar em suas fábricas

Por Redação | 11 de Setembro de 2012 às 10h57

A Foxconn, uma das principais fornecedoras de componentes da Apple, está sendo investigada mais uma vez sobre o uso de mão de obra ilegal. Dessa vez, estudantes afirmaram que são obrigados a trabalhar na linha de produção das fábricas chinesas da empresa para receber seus certificados.

Depois de notificada sobre a acusação, a companhia reconheceu que existem estudantes 'estagiários' trabalhando em sua linha de produção, mas que eles não são forçados a fazer o trabalho para concluir seus cursos e que são livres para deixar a empresa quando desejarem.

Porém, dois grupos de defesa dos direitos dos trabalhadores afirmaram nesta segunda-feira (10) que conversaram com alguns dos alunos e que eles confirmaram ter sido obrigados por seus professores a trabalhar na produção dos componentes para o iPhone 5, que será lançado oficialmente pela Apple na próxima quarta-feira, 12 de setembro.

Fábrica Apple produtos

A Apple não se pronunciou sobre as novas acusações feitas à Foxconn

De acordo com o The New York Times, na última semana, reportagens publicadas pelos veículos de comunicação chineses afirmaram que as escolas de ensino profissionalizante têm convênios com a Foxconn e fornecem alunos para trabalhar nas frentes de produção da companhia.

"Eles disseram que são forçados a trabalhar pelos professores", afirmou Li Qiang, fundador do China Watch Labor, organização de advocacia. "Eles não querem trabalhar lá - querem aprender. Mas se eles não trabalham, são informados de que não vão se formar, porque é um período muito agitado com a chegada do novo iPhone e a Foxconn não tem trabalhadores suficientes sem os alunos".

Segundo o China Daily, os estudantes que trabalham na fábrica ganham um salário mínimo de US$ 244 ao mês (cerca de R$ 493). E a Foxconn ainda afirmou que os estudantes contabilizam apenas 2,7% de todo o seu quadro de funcionários. Ao todo a empresa possui 1,2 milhões de empregados, ou seja, são mais de 32 mil estudantes trabalhando em suas fábricas.

Esta não é a primeira vez que a Foxconn é acusada de manter mão de obra ilegal em suas fábricas. E no começo deste ano, a Apple solicitou uma vistoria completa aos centros de produção depois de sua fornecedora ser acusada de manter condições de trabalho inferiores às regulamentações e de muitos dos seus funcionários terem se suicidado.

A Apple não se pronunciou sobre as novas acusações feitas ao sistema de trabalho da Foxconn e nem sobre a grande demanda devido ao seu próximo lançamento.

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