Foxconn alega que sua linha de produção não foi interrompida

Por Redação | 08 de Outubro de 2012 às 11h30

A Foxconn, empresa famosa por fabricar gadgets da Apple, negou a greve de seus usuários, que teria ocorrido nesta última sexta-feira (5), devido à pressão no trabalho. Segundo o Übergizmo, a empresa alega que sua produção permanece na ativa e que este é um período crucial para a Apple. Aproveitando o gancho, tal período pode estar relacionado não apenas às linhas de produção do iPhone 5, como também às do iPad Mini, segundo rumores.

Circulou no mundo a notícia de que mais de 3 mil funcionários da fábrica Foxconn de Zhengzhou, na China, paralisaram suas atividades por terem de trabalhar em feriados e estarem sob constante pressão, de acordo com o grupo de direitos trabalhistas China Labor Watch. A entidade afirmou que os funcionários se encontravam sob más condições de trabalho devido à constante inspeção sobre a qualidade de produção dos dispositivos eletrônicos. Saiu no site do Estadão.

Segundo a China Labor Watch, a Foxconn estaria exigindo mais dos funcionários do que eles estariam habituados. Grande parte dos funcionários que participaram da paralisação trabalhava no controle de qualidade, e a alta demanda relacionada aos arranhões causados na superfície posterior do aparelho parece ser a causa principal do estresse coletivo. Houve um desentendimento entre funcionários e inspetores de qualidade, com agressões físicas que culminaram na hospitalização de várias pessoas.

Ainda de acordo com a China Labor Watch, alguns inspetores teriam recebido ameaça de agressão física na quinta-feira (4) e a gerência ignorou a situação. Nem a Foxconn nem a Apple comentaram o ocorrido.

Essa não foi a primeira vez que a Foxcoon apareceu na mídia mundial como local de condições sub-humanas de trabalho.

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