Foxconn admite trabalho forçado de estagiários na produção do PS4

Por Redação | 10 de Outubro de 2013 às 17h34

A Foxconn admitiu ter forçado estudantes a realizarem horas extras durante a produção do PlayStation 4 da Sony em suas fábricas e violado assim sua política trabalhista, segundo informações do site Tencent Games.

A empresa foi acusada de ter contratado estudantes da Xian Institute of Technology como estagiários e os ameaçado de não conceder os créditos necessários para a formação e finalização do programa de estágio. Mais tarde, a própria Foxconn afirmou ao site Quartz que havia realizado uma investigação interna e identificado as violações em suas fábricas de Yantai, na China.

Os estagiários passavam por longos turnos à noite e muitas horas extras na linha de produção do PlayStation 4, que está perto de ser lançado em diversos mercados ao redor do mundo.

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A empresa afirma que já tomou as medidas necessárias para reforçar suas políticas trabalhistas e para que todas as suas fábricas sigam as regras de turnos e horas de trabalho dos estagiários. Ela também alega que os estudantes são livres para abandonar o programa a qualquer momento, mas que de fato perderiam os créditos para a universidade se o fizessem.

Parece certo dizer que os estudantes dificilmente abandonariam seus estágios e arriscariam perder os créditos, deixando de se formar. No entanto, não está claro por que a Xian Institute of Technology decidiu manter sua política e "forçar" seus estudantes a continuar fazendo parte deste programa de estágio.

Da parte da Foxconn, esta não é a primeira vez que a empresa é acusada de violar direitos e políticas trabalhistas.

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