Ford vai usar rastreadores oculares e sensores cerebrais em pesquisa

Por Redação | 24 de Março de 2015 às 14h17

Carros podem gerar um elo emocional com seus donos. E isso a indústria, principalmente italiana, conhece já há bastante tempo, com automóveis tão belos que chegam a virar pôsteres de quarto. A Ford também reconhece esse olhar afetivo dos consumidores e quer aproveitá-lo para aprimorar o apelo de seus veículos.

"O interior dos veículos sofreu as maiores evoluções ao longo da história recente dos carros. Não só nós introduzimos uma grande quantidade de nova tecnologia útil em nossos carros e caminhões, como também sempre estamos adicionando melhores materiais, design melhorado e aumento de recursos em toda a linha, dos veículos high-end até os segmentos de nível de entrada", explica o vice-presidente de Desenvolvimento de Produto, Raj Nair.

"Tudos isso nos leva a focar nas linguagens do design que não apenas transmita as mensagens corretas, mas também entregue uma experiência aprimorada ao usuário", complementa o executivo.

A Ford está experimentando novas técnicas de pesquisa para medir as respostas emocionais dos usuários com relação ao design dos interiores de seus veículos. Para isso, vai empregar uma moderna tecnologia biométrica, com rastreadores oculares e scanners de eletroencefalografia (EEG), para medir a atividade cerebral e o tempo gasto olhando para áreas específicas dos automóveis.

As pessoas muitas vezes se concentram visualmente em determinados recursos do veículo, na maior parte sem perceber, e a Ford está confiante que os dados levantados por meio dessa medição ajudará os designers a criar cockpits com desenhos mais "limpos" e intuitivos durante os testes.

O primeiro passo é determinar o caminho do movimento dos olhos, a partir de um rastreador óptico, para identificar esse movimento ao longo do tempo. A partir desses dados, a Ford pode teorizar sobre quais são as prioridades do usuário. O registro do movimento ocular também pode mensurar a concentração em níveis particulares de cores, materiais, linhas de contorno, entre outras informações.

Em seguida, a Ford pode melhorar a precisão das respostas emocionais com a ajuda do EEG. Os dados coletados podem estilizar bastante alguns elementos de determinado local e colocar os recursos utilitários em outro. Além disso, o EEG pode ajudar a reconhecer reações como ansiedade, calma, atração e repulsa.

O primeiro carro a empregar esse conceito de design exclusivo deve ser o novo Ford GT, que deve chegar ao mercado no próximo ano.

Via Digital Trends.

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