Fire Phone tem nova queda de preço e é vendido abaixo do preço de custo

Por Redação | 08 de Janeiro de 2015 às 10h37
photo_camera Divulgação

A ideia de um smartphone com tela 3D (que dispensa o uso de óculos especiais) e toda uma loja de aplicativos própria não colou muito bem com os usuários. O Fire Phone, da Amazon, surgiu com alarde representando a entrada da empresa no mercado de celulares, mas se tornou um grande fracasso, com unidades encalhadas e uma redução de US$ 170 milhões no faturamento da companhia. Isso levou à uma nova redução de preço do aparelho, anunciada nesta semana pela gigante do varejo.

O smartphone, lançado no ano passado por US$ 649, é vendido agora por US$ 189 na própria loja online da Amazon, o equivalente a menos de um terço do valor inicial. Uma diminuição desse tipo já havia ocorrido antes, com a Amazon abatendo US$ 200 do preço original.

De acordo com as informações do site Slash Gear, essa necessidade de redução seria tão presente que levou a Amazon a vender o Fire Phone abaixo do preço de custo. Segundo dados publicados em 2014, o aparelho custaria US$ 205 para ser fabricado, um valor que não leva em conta fatores como marketing e suporte técnico. Ou seja, trata-se realmente de uma limpa nos estoques e outra indicação de que o aparelho não fez sucesso, algo que a Amazon não faz muita questão de esconder.

O próprio CEO da Amazon, Jeff Bezos, já admitiu que o Fire Phone não se saiu como esperado nas lojas, mas que acredita na necessidade de correr riscos e apostar em novas ideias para se manter relevante no mercado. Para ele, se existe uma empresa que pode se dar ao luxo de fazer isso sem se preocupar muito é a sua, que tem uma renda vinda dos mais diversos segmentos e é plenamente capaz de compensar o fracasso de um de seus produtos com as rendas astronômicas de outras divisões da companhia.

Nesta semana, uma reportagem de capa da revista Fast Company detalha uma mudança gerencial no setor de pesquisa e desenvolvimento da Amazon. Para a entidade, o fracasso do Fire Phone já seria esperado e, antes mesmo do lançamento do produto, a empresa já trabalhava com seus funcionários para tornar as atividades mais organizadas, dinâmicas. Além disso, a corporação já tinha em mente reduzir o número de setores em sua divisão de hardware, de forma que mesmo aqueles que trabalham em produtos diferentes possam se comunicar entre si para criar uma maior sinergia entre as plataformas.

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