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Facebook quer expandir o acesso à Internet para cada cidadão do planeta

Por Redação | 21 de Agosto de 2013 às 13h11
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Mark Zuckerberg está liderando uma parceria global com um forte grupo de empresas de tecnologia que tem como objetivo levar o acesso à internet a preços mais acessíveis para diversas regiões do mundo.

O CEO do Facebook se pronunciou na última terça-feira (20) para dizer que alguns dos gigantes do setor de tecnologia em todo o mundo, incluindo a Samsung, Nokia, Qualcomm e Ericsson, concordaram em trabalhar com a empresa como parceiros na iniciativa, chamada Internet.org .

A ideia do projeto é proporcionar Internet para as mais de cinco bilhões de pessoas ao redor do globo que ainda não têm acesso à web. O esforço visa reduzir drasticamente o custo da prestação de serviços básicos de Internet, particularmente nos países em desenvolvimento.

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O grupo pretende mobilizar as operadoras de telefonia móvel e fabricantes de dispositivos para ajudá-los. Mark Zuckerberg e o restante do grupo pretende alcançar sua meta concentrando-se em três objetivos:

  1. Proporcionar acesso à Internet a preços acessíveis, incluindo a conectividade móvel;
  2. Fazer um uso mais eficiente de dados, o que pode resultar em uma redução dramática na quantidade de dados necessários para executar aplicativos e poder da Internet;
  3. Criar novos modelos de negócios e oferecer incentivos para as operadoras móveis, fabricantes de dispositivos, desenvolvedores e outras empresas para reduzir o custo de acesso. O grupo também pretende aumentar o número de idiomas habilitados para uso em dispositivos móveis.

Focar no acesso móvel pode ser a chave para o sucesso da iniciativa, principalmente pelo fato de o tráfego móvel estar crescendo tão rápido em todo o mundo, tanto que em alguns lugares ele já superou o tráfego de desktops. E não para por aí, pois até 2017 estima-se que o tráfego global de dados móveis aumente 13 vezes.

É claro que essa iniciativa também tem o lado voltado ao business que pode favorecer as empresas envolvidas. Particularmente, Zuckerberg vê a coalizão como uma forma de se posicionar como um líder da indústria, já que a iniciativa pode ajudar a atrair novos usuários para o Facebook a partir dos países em desenvolvimento.

Mas o esforço também é um reflexo de como as empresas de tecnologia estão tentando atender as demandas de Wall Street para seu crescimento, atraindo mais clientes de fora dos mercados saturados (como Europa e Estados unidos), mesmo que para isso elas precisem ajudar a construir serviços e algumas das infraestruturas em regiões mais pobres.

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