Fabricação do Fire Phone é mais cara que a do iPhone 5S; veja detalhes

Por Redação | 30.07.2014 às 09:50

O Fire Phone, smartphone da Amazon, tem um preço muito mais salgado que o tablet Kindle Fire. Custando US$ 199 com contrato com operadoras ou US$ 649 sem contrato, o telefone chega a competir em questão de preço com líderes de mercado, como Samsung Galaxy S5, iPhone 5S e HTC One. Mas o alto preço do smartphone tem explicação: suas peças e sua fabricação também têm um custo bem elevado.

O pessoal do Re/Code teve acesso a um relatório que conta com uma análise da empresa de pesquisa IHS, que desmontou o aparelho e fez um inventário de todas as peças e componentes. O custo combinado ficou em torno de US$ 205, ou seja, superior ao custo de fabricação do iPhone 5S, mas inferior ao do Galaxy S5.

O que deixa o celular mais caro é justamente sua característica principal, chamada Dynamic Perspective, que permite que os usuários interajam com o smartphone movendo sua cabeça ou inclinando o aparelho para realizar algumas funções. Para fazer o recurso funcionar, são necessários quatro sensores (fornecidos pela Omnivision), um em cada canto do aparelho, que servem para determinar a perspectiva do usuário em relação ao smartphone.

"Esta é uma... é a única coisa a se considerar neste telefone", relata Andrew Rassweiler, analista da IHS que supervisionou o desmonte. "Se os usuários vão achar o recurso útil ou não, já é outra questão. Além disso, este é um telefone mediano, partindo de uma perspectiva de hardware".

Dentre as empresas fornecedoras de componentes para o Smartphone da Amazon está a Qualcomm, que fabrica o processador do aparelho, além de nove outros componentes. Tal processador é uma variação do Snapdragon, um chip bem famoso e amplamente utilizado em vários modelos de smartphones de várias fabricantes, como o Galaxy S5, o Lumia 1520 e o ZT Grand S II.

Se continuar sendo vendido pelo preço atual, as margens de lucro geradas pelo Fire Phone serão fortemente favoráveis à Amazon. Isso sem levar em consideração o custo de pesquisa e desenvolvimento. Parece que a empresa não quer ver perdas em seus resultados financeiros, pelo menos não no que se refere às vendas de seu smartphone. Resta saber se essa estratégia vai mesmo funcionar.