Ex-Qualcomm irá comandar divisão de internet ultrarrápida Google Fiber

Por Redação | 18 de Setembro de 2014 às 10h57
photo_camera Divulgação

A divisão do Google responsável pelo serviço de banda larga ultrarrápida da empresa acaba de ganhar um reforço de peso. De acordo com o Wall Street Journal, a companhia contratou Dennis Kish para comandar o programa de internet de fibra óptica Google Fiber.

Kish, que até então era vice-presidente sênior e gerente geral da fabricante de chips Qualcomm, agora assume o cargo de vice-presidente do Google Fiber, que antes era ocupado por Milo Medin e que atuará no segmento como um conselheiro. Em sua página no LinkedIn, Kish escreve que tem trabalhado com a gigante das buscas em Mountain View, na Califórnia, para aprimorar a qualidade de sua nova divisão e, possivelmente, ampliar a demanda para outras regiões dos Estados Unidos.

Internet de alta velocidade

Disponível apenas nos municípios americanos de Kansas City, Austin e Provo, o Google Fiber foi criado com o objetivo de levar internet de alta velocidade a preços bastante competitivos. A previsão é que a plataforma chegue em mais 34 localidades dos EUA nos próximos meses, incluindo as cidades de Portland, San Jose, Salt Lake City, Phoenix, San Antonio, Nashville e Atlanta.

Diferente de uma conexão tradicional, que utiliza a energia elétrica como sistema de transmissão, o Fiber é baseado na transmissão por pulsos de luz, o que, segundo a empresa, permite alcançar velocidades superiores a uma conexão banda larga comum. Para efeito de comparação, a média de velocidade das operadoras brasileiras (Oi, TIM, NET, GVT, Vivo e outras) é de 2 Mbps, sendo que em algumas regiões esse número não passa de 1 Mbps. Já a internet do Google pode chegar a até 1 Gbps (1.000 Mbps), ou seja, ela é cerca de 1000 vezes mais rápida que os planos ofertados aqui no Brasil.

Os preços do Google Fiber são outro atrativo para os usuários. Em Kansas City, o plano básico é de US$ 70 (cerca de R$ 160) por mês, enquanto o pacote com TV e internet sai por US$ 120 (R$ 270). Os valores podem ser alterados de acordo com a localidade.

Dificuldades de instalação

Um dos problemas enfrentados pelo Google que impedem uma rápida expansão do serviço são as regras de cobertura impostas por governos locais e órgãos reguladores federais. Nesse caso, a empresa precisa analisar toda a infraestrutura da cidade, incluindo fiação elétrica, gás e até água encanada para então fazer um orçamento de quanto ficará a construção de um sistema que abrigará sua internet de fibra óptica. Além disso, a companhia faz um mapeamento topográfico da região para saber se naquele local ocorrem enchentes, terremotos e outras adversidades climáticas.

Agora com a contratação do ex-Qualcomm Dennis Kish, o Google sinaliza que está mesmo disposto a ampliar a oferta de seu serviço de banda larga e, consequentemente, disponibilizá-lo em novas cidades. Por enquanto, não há previsão de lançamento do Google Fiber em outros países.

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