Estudo: brasileiros não sabem como seus dados pessoais são usados pelas empresas

Por Redação | 24.03.2013 às 17:16

As informações pessoais dos consumidores são um verdadeiro tesouro para empresas de publicidade e, também, para lojas e prestadores de serviços. Com base no novo cenário, o ConsumerLab da Ericsson divulgou os resultados de sua pesquisa sobre como os consumidores brasileiros lidam com o uso de seus dados e o que eles sabem sobre isso, revelando que nós ainda sabemos muito pouco sobre esta prática.

O estudo mostrou que mais de 50% dos consumidores brasileiros se sentiriam mal se descobrissem que empresas estão utilizando seus dados pessoais para fins comerciais, enquanto 60% dos entrevistados afirmaram que concederiam seus dados pessoais para o uso de empresas caso eles fossem usados para melhorar os atuais serviços, personalizar ofertas e criar novos produtos.

"Muitos consumidores querem ofertas e serviços personalizados e, ao mesmo tempo, empresas e organizações precisam ser muito cuidadosas a respeito de como planejar suas ofertas. Para isso, precisam utilizar as informações individuais de cada consumidor de acordo com as práticas estabelecidas pelos clientes. As informações pessoais podem melhorar a experiência do usuário, aumentando a fidelidade e até as compras", afirmou Julia Casagrande, analista do ConsumerLab da Ericsson para América Latina e Caribe.

Na base global do relatório, 50% dos entrevistados afirmaram que conhecem as práticas de coleta de dados pessoais para o uso comercial por empresas, mas os procedimentos e o uso dessas informações ainda não estão claros para a maioria das pessoas. E pouco mais de 40% das pessoas consultadas permitiriam o uso de seus dados para fins comerciais, mesmo com a intenção de aplicar melhorias em serviços e produtos.

A pesquisa também revelou que a preocupação dos consumidores com a falta de privacidade e sensibilidade de seus dados diminui se eles conseguem enxergar de forma clara os benefícios do uso dos seus dados. Além disso, o ConsumerLab também identificou que a transparência e o envolvimento dos consumidores nesse processo ajuda muito, ou seja, quando uma empresa pede autorização para o uso de informações pessoais de seus clientes, a compreensão dos clientes aumenta e a tendência do compartilhamento de dados voluntário se torna maior.