Essa pequena mão robótica pode deixar os procedimentos médicos menos invasivos

Por Redação | 18 de Fevereiro de 2015 às 11h25
photo_camera Extreme Tech

A cada dia que passa, nós somos apresentados a robôs que fazem coisas cada vez mais incríveis. Mas, fazer com que eles possam agir em uma escala muito pequena é um grande desafio para a ciência. Devido a estrutura da máquina, é preciso encontrar maneiras de deixá-los mais flexíveis em lugares confinados. Por sorte, é exatamente nesse ponto que entra um novo campo da robótica desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Para poder operar objetos microscópicos, cientistas estão desenvolvendo essa pequena máquina em forma de estrela. Na verdade, ela funciona como uma mão e é capaz de dobrar para pegar objetos. Além disso, o oposto também é possível, a mão pode entrar em um recipiente fechado para liberar determinado material ou substância.

A principal aplicação da invenção é na medicina, que a utiliza para acessar partes difíceis do corpo e aplicar as substâncias necessárias para o paciente. Para operar no corpo humano, ela tem um sistema de resposta à temperatura, permanecendo fechada até 36 ºC e aberta quando o calor aumenta. Mas um dos principais benefícios dessa pequena garra é que ela não precisa de bateria e de nenhuma fonte externa de energia, o que permite que ela alcance de fato qualquer parte do corpo.

Para ser maleável, ela é composta por hidrogel, um polímero altamente absorvente que pode mudar de forma de acordo com a temperatura, permitindo que o robô se movimente. Além disso, o hidrogel é um material barato e versátil, mas que sempre foi visto como flexível demais para ser aplicado na robótica.

Apesar do polímero ter resolvido o problema de movimento, os cientistas também precisaram adicionar nanopartículas de óxido de ferro ao hidrogel, que pode ser controlado por qualquer método de geração de campo magnético.

Segundo os pequisadores, a tecnologia pode ajudar a fazer biópsias em células de maneira pouco invasiva, bastando a garra retirar um pedaço de tecido celular. Com isso, os danos feitos ao corpo do paciente são reduzidos e também os riscos do tratamento.

Fonte: http://www.extremetech.com/extreme/199242-tiny-robotic-hands-could-deliver-drugs-assist-surgeons

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