Empresas suíças rejeitam ofertas da Apple para trabalhar em iWatch

Por Redação | 01 de Abril de 2014 às 09h03

Com os gadgets vestíveis prometendo ser o novo sucesso da indústria tecnológica, a Apple parece estar investindo pesado no iWatch, o seu relógio inteligente. De acordo com o Financial Times, a gigante norte-americana teria entrado em contato com executivos da Swatch e da Louis Vuitton a fim de assinar contratos de parceria para o novo projeto, mas sem sucesso.

"Nós tivemos discussões - nunca iniciadas por nós - com praticamente todos os players de dispositivos vestíveis inteligentes", disse Nick Hayek, executivo-chefe da Swatch - a empresa com maior número de vendas no mercado de relógios. "No entanto, não vemos razão por que deveríamos entrar em um contrato de parceria".

Para Hayek, a prioridade deve ser proteger certos avanços feitos pela empresa em relação a seus rivais, como seu design ergonômico, longevidade e duração da bateria. "Para fazer um relógio inteligente você precisa de reconhecimento de duas mãos ou de voz, o que precisa de muita energia, o que por sua vez é difícil em um espaço pequeno", ele disse.

Jean-Claude Biver, presidente da divisão de relógios e joias da Louis Vuitton, ainda acusa a Apple de ter tentado recrutar funcionários de uma de suas marcas, a Hublot, e de outras fábricas suíças. "A Apple entrou em contato com alguns de meus funcionários - eu vi os e-mails pessoalmente", ele disse, enfatizando que todos os avanços foram sem sucesso.

No entanto, apesar dos executivos do mercado tradicional de relógios recusarem ofertas para entrar no negócio dos dispositivos vestíveis, analistas da indústria acreditam que eles têm mais a ganhar com a cooperação do que com o confronto.

"A grande ameaça para o luxo é que a Apple e outras rivais o consigam sozinhas e então os fabricantes de relógios terão perdido espaço vital no que pode ser uma grande oportunidade de negócio", disse Luca Solca, da Exane BNP Paribas. "A Apple pode decidir que tem distribuição e recursos de design suficientes e que procurar talentos é uma opção melhor do que forjar parcerias voláteis".

A parceria de empresas de tecnologia com outras marcas tradicionais de moda pode se tornar tendência no mercado de vestíveis. Na semana passada, o Google anunciou uma parceria com a Luxottica, dona da Ray-Ban e Oakley, para melhorar o visual do Glass.

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