Empresas do Vale do Silício intensificam lobby a favor da reforma da imigração

Por Redação | 13 de Junho de 2013 às 11h55

As empresas de tecnologia do Vale do Silício parecem ansiosas para garantir o visto para trabalhadores estrangeiros qualificados. Grandes companhias do setor se uniram para tentar influenciar as decisões do poder público em favor do projeto de lei para reforma do sistema de imigração dos Estados Unidos.

Na última quarta-feira (12), executivos do setor de recursos humanos da Adobe, Broadcom, Intel, Motorola Solutions e outras corporações se reuniram com dezenas de parlamentares e assessores do Congresso, encarregados de cuidar das leis de imigração, de acordo com informações da agência de notícias Reuters.

Se a reforma for aprovada, 11 milhões de imigrantes ilegais teriam a oportunidade de se tornarem cidadãos norte-americanos, diminuindo assim o número de imigrantes ilegais que tentam cruzar a fronteira do país, além de aumentar o número de vistos disponíveis para estrangeiros altamente qualificados. Esse último quesito é o que realmente interessa para as grandes companhias da região do Silício, isso porque a legislação beneficiaria imigrantes com experiência em campos da ciência como tecnologia, engenharia e matemática.

Enquanto o Comitê Judiciário do Senado estava trabalhando no projeto de lei, em maio, grupos empresariais ameaçaram retirar seu apoio caso os senadores não afrouxassem as exigências em relação ao recrutamento de norte-americanos antes de estrangeiros. E cada vez mais esse grupo de empresas reforça seu lobby. Pelo menos 60 votos serão necessários para aprovar a legislação no Senado.

Mark Zuckerberg lidera grupo em favor do projeto

No mês de abril, o bilionário fundador do Facebook lançou uma iniciativa para impulsionar a reforma da imigração, descrevendo o sistema atual como "impróprio para o mundo de hoje". O grupo, chamado 'FWD.us', é apoiado por outros líderes do Vale do Silício, incluindo o presidente do Google, Eric Schmidt, Marissa Meyer do Yahoo! e Reid Hoffman, do LinkedIn.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, Zuckerberh disse que o FWD.us defende:

  • Reforma imigratória abrangente que começa com uma segurança eficaz das fronteiras, permite um caminho para a cidadania e permite atrair pessoas mais talentosas e trabalhadoras, independente de onde elas nasceram;
  • Padrões mais elevados nas escolas, apoio aos professores e um foco maior na aprendizagem sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática;
  • Investimento em descobertas revolucionárias em pesquisa científica e garantia de que os benefícios das invenções seja público, e não apenas para alguns.
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