Empresa chinesa imita Apple e conquista mercado móvel no país

Por Redação | 07 de Dezembro de 2012 às 17h15

A mídia especializada costuma afirmar que a Xiaomi Technology, com apenas três anos, segue os passos de uma gigante da tecnologia ocidental: a Apple. Com apresentações de produtos, um CEO vestido a la Steve Jobs e algumas estratégias de marketing similares, a "mini Apple' da China já conquistou uma parcela do mercado móvel local.

Com tão pouco tempo no mercado, a Xiaomi vale US$ 4 bilhões (R$ 8,4 bilhões) e vende smartphones com recursos similares aos presentes no iPhone 5 e no Samsung Galaxy S III, com o top de linha da companhia podendo ser encontrado por US$ 370 (R$ 784). A nova geração do smartphone foi lançada em outubro deste ano e conta com mais de 300 mil unidades vendidas.

O fundador e atual CEO da empresa, Lei Jun, tem 42 anos e costuma seguir os exemplos de liderança e de apresentações de Jobs - costuma até vestir uma tradicional calça jeans e uma camiseta preta em eventos da Xiaomi. "A mídia chinesa costuma dizer que eu sou o Steve Jobs da China", afirmou à Reuters Jun. "Vou tomar isso como um elogio, mas este tipo de comparação nos traz uma pressão enorme. A Xiaomi e a Apple são empresas completamente diferentes. A base da Xiaomi é a internet. Nós não estamos fazendo a mesma coisa que a Apple".

Antes de iniciar a Xiaomi, Jun foi um dos primeiros investidores no setor de internet na China e fundou algumas startups, como é o caso da Joyo.cn que foi vendida posteriormente para a Amazon.

Diferentemente das empresas líderes de mercado no país asiático como Lenovo, ZTE e Huawei, a Xiaomi não trabalha em parceria com as operadoras de telefonia móvel para vender seus dispositivos. A companhia vende a maioria de seus aparelhos pela internet e em pequenos lotes. Para ter uma ideia, o primeiro lote do novo dispositivo, anunciado na internet no dia 30 de outubro, se esgotou em menos de dois minutos.

Apresentação produtos Xiaomi

Reprodução: Reuters

O novo método de negócios da Xiaomi e de Lei Jun encontrou alguns investidores de peso na China. Em junho, a empresa conseguiu levantar US$ 216 milhões (R$ 457 milhões) do fundo de investimentos governamental de Cingapura e de alguns amigos de Jun, o que garantiu a marca bilionária que a empresa vale hoje.

A empresa foi fundada em abril de 2010, mas começou a vender seus primeiros smartphones em outubro de 2011 e deverá vender 7 milhões de unidades até o final deste ano, superando a previsão anterior de apenas dois milhões de unidades vendidas. Espera-se que a Xiaomi tenha lucro de US$ 2 bilhões (R$ 4,2 bilhões) em 2012.

No entanto, o mercado de smartphones de baixo custo acaba de ganhar alguns concorrentes de peso como a ZTE e a Huawei, o que pode dificultar as ações inovadoras da Xiaomi. Analistas acreditam que se a jovem empresa quiser sobreviver ela deverá aumentar o volume de aparelhos, resolver alguns problemas técnicos e solucionar o problema da falta de centros de atendimento ao consumidor.

A China deverá superar os Estados Unidos como o maior mercado de smartphones do mundo este ano, com 165-170 milhões de unidades vendidas e com aumento de 78 milhões em comparação a 2011, segundo dados da Gartner.

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