Em ano de “reinvenção”, Nokia registra crescimento de 66%

Por Redação | 29.01.2015 às 16:00
photo_camera Nokia

Com a venda de sua divisão de celulares para a Microsoft, a Nokia pode ter ficado um pouco mais distante do mercado consumidor. Esse movimento, no entanto, não significa que ela vai desaparecer na obscuridade, muito pelo contrário. Em um de seus primeiros trimestres completos já sem ser uma produtora de smartphones, a companhia finlandesa registrou um crescimento de 66% e espera muito mais para os próximos períodos.

De acordo com o relatório financeiro da empresa, 2014 foi um ano de “reinvenção” completa, no qual a companhia teve que se desfazer de um de seus serviços mais tradicionais e, acima de tudo, se adaptar a uma nova realidade de mercado. Os frutos desse movimento de reorganização começaram a aparecer mais rápido do que o imaginado, com US$ 512 milhões em lucros entre outubro e dezembro contra US$ 309 milhões no mesmo período de 2013.

O faturamento total foi de US$ 4,3 bilhões, um aumento considerável em relação aos US$ 3.9 bilhões obtidos no mesmo período do ano retrasado. Todos esses valores vieram, principalmente, dos setores de mapas e infraestrutura, onde a Nokia tem focado esforços durante os últimos meses. Trabalhando ao lado de companhias e operadoras, a companhia finlandesa tem focado na venda de hardware e na melhoria do HERE, seu serviço de mapas e geolocalização em funcionamento em grande parte dos sistemas operacionais móveis.

E foi justamente aqui que houve muito crescimento. Apenas nesse segmento, a Nokia viu as vendas crescerem 15%, apoiadas principalmente em sua chegada ao Android, no foco no setor automotivo e nos novos ganhos de licenciamento oriundos da Microsoft ainda embarcar o serviço em seus dispositivos. Outro bom desempenho foi registrado no setor de patentes e tecnologias registradas, que também apresentou crescimento de 23% baseado no pagamento de royalties por empresas parceiras no mercado.

Para o futuro, o CEO Rajeev Suri afirmou que as perspectivas são extremamente positivas, na medida em que a Nokia se firma cada vez mais como uma nova empresa. Além disso, ele cita a recepção do tablet N1 como um fator a se prestar atenção ao longo dos próximos períodos, já que ele representa não apenas um possível sucesso para os próximos períodos como também um retorno a uma categoria de produtos pela qual a companhia finlandesa é reconhecida mundialmente.