Em 2020, cada pessoa terá cerca de cinco aparelhos com conexão à Internet

Por Redação | 12 de Outubro de 2012 às 09h05

Segundo previsões feitas pela empresa de consultoria Frost & Sullivan, em 2020 a Internet terá cerca de 5 bilhões de usuários conectados. O relatório diz ainda que serão utilizados 80 bilhões de aparelhos em todo o mundo e que cada pessoa terá 5 aparelhos particulares diferentes para se conectar.

Parece um pouco assustador, mas se pararmos para pensar friamente, já estamos bem próximos disso. Por exemplo, quantos aparelhos você possui que têm acesso à internet? Smartphone, tablet, desktop, notebook... Essa hiperconexão das pessoas vai acabar gerando um volume cada vez maior de dados, que vai ultrapassar o já conhecido terabyte até chegar aos petabytes, exabytes, zettabytes e yottabytes.

Segundo Pedro Desouza, gerente sênior de Consultoria, Inteligência e Negócios da EMC, este grande volume de informações vai ser vantajoso para as operadoras. Essas empresas terão em mãos uma 'mina de ouro' de informações que lhes permitem interpretar o comportamento do consumidor e se moldar a ele.

Mas antes de pensar nesse futuro promissor, as operadoras precisam se concentrar em vencer os desafios que encontram atualmente, como, por exemplo, diminuir o índice de perda de clientes, aumentar a receita por usuário e a margem de lucro.

Como já dissemos aqui no Canaltech, a maioria das empresas ainda têm problemas em lidar com o Big Data - conceito no qual o foco é o grande armazenamento de informações e maior velocidade. Mas essa é uma grande oportunidade para que as companhias identifiquem de maneira mais eficaz onde estão suas perdas e como revertê-las.

De acordo com a Frost & Sullivan, 90% do volume de informações no mundo foram criados nos últimos dois anos como resultado do número de aparelhos móveis e fixos conectados. Deste total, apenas 15% são considerados dados estruturados que estão em plataformas como CRM (Customer Relationship Management), ERP (Enterprise Resource Planning) e bancos de dados. Os 85% restantes são dados não-estruturados, que estão dispersos em redes sociais, e-mails, documentos eletrônicos, mensagens instantâneas, vídeo, áudio, comunicação via M2M (machine to machine), RFID (Radio-Frequency Identification) etc.

Para se ter uma ideia, só o Facebook gera cerca de 500 TB de dados em apenas um dia. Em vista dessa previsão feita para o ano de 2020, já está mais do que na hora das companhias correrem atrás da organização desses dados que não estão estruturados, assim vão poder enfrentar com tranquilidade o grande volume criado pelos 80 bilhões de aparelhos que estarão conectados à Internet no futuro.

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