EUA vai vender bitcoins apreendidas no caso Silk Road ao custo de US$ 17,5 mi

Por Redação | 13.06.2014 às 14:08

O Marshals Service dos Estados Unidos (USMS) informou na quinta-feira (12) que será o responsável por administrar a venda das mais de 29.500 bitcoins apreendidas no caso Silk Road. Com as atuais taxas de câmbio, essas bitcoins podem valer mais de US$ 17,5 milhões. O Ministério Público dos Estados Unidos já havia anunciado em janeiro deste ano que iria leiloar as bitcoins apreendidas na operação.

As bitcoins foram apreendidas em outubro de 2013 em seis carteiras diferentes em servidores do caso Silk Road. No entanto, a venda não contempla as bitcoins encontradas no computador pertencente a Ross William Ulbricht, que foram apreendidas na mesma época.

Para participar do leilão será necessário que os licitantes façam sua inscrição até as 9h (horário do leste americano), no dia 16 de junho de 2014. Todos aqueles que desejam participar do leilão devem preencher um formulário do governo americano, que exige uma cópia de identificação do governo e um depósito de US$ 200 mil enviados por uma transferência bancária. O governo já deixou claro que o maior lance ganha e que não será possível parcelar a compra – ela terá que ser feita à vista e em dinheiro.

O USMS também fez outra exigência para os licitantes: as bitcoins não serão vendidas para qualquer pessoa ou empresa que esteja trabalhando em conjunto com o Silk Road ou com Ross William Ulbricht e os licitantes são obrigados a certificar esse não envolvimento.

O advogado de Ulbricht, Joshua Dratel, disse em entrevista à Ars Technica que o leilão tem a intenção de obter o máximo possível de lucro em cima do que foi apreendido. No entanto, ele diz que não foi consultado sobre as bitcoins pessoais do seu cliente. Ele encerrou afirmando que Ulbricht entrou com um pedido apenas para as bitcoins apreendidas a partir do seu computador pessoal, e não os do Silk Road.