EMC aposta em solução agnóstica de nuvem para não ficar para trás

Por Rafael Romer | 03 de Novembro de 2014 às 09h53

A semana passada foi bem agitada para a EMC. Na última terça-feira (28), a empresa anunciou duas novidades que deixam claro que a gigante norte-americana não quer ficar para trás no mercado de cloud: a nova solução de nuvem híbrida EMC Enterprise Hybrid Cloud (EHC) e duas novas aquisições de startups com soluções de cloud, a Maginatics e a Spanning.

A percepção de que a empresa precisava de uma oferta mais ampla em nuvem vem de dentro da própria EMC. De acordo com o Gerente de Nuvem e Aplicações para a EMC Brasil e SOLA, Márcio Sanchiro, durante todo o ano de 2014, o trabalho da companhia no setor de cloud foi muito baseado em soluções próprias junto aos parceiros da federação, principalmente baseado no software da VMware, mas sem ofertas que atendessem as outras plataformas do mercado.

"A gente percebeu que o mercado não é só VMware. Tem muita solução de virtualização da Microsoft e também crescendo muito a parte de OpenStack", explicou Sanchiro. "A EMC viu que estava perdendo mercado e também resolveu partir para suportar essas soluções".

Com o anúncio, a empresa agora busca tornar suas ofertas mais "agnósticas", conforme o mercado avança para modelos que utilizam diferentes combinações de definição por software. Além da edição com VMware, já disponível a partir do anúncio, edições da Microsoft Cloud Plataform e com OpenStack da EHC já estão previstas para 2015.

Duas novas aquisições anunciadas pela empresa também apontam nessa direção. As startups Maginatics e Spanning possuem, hoje, ofertas focadas em flexibilidade de nuvem híbrida e backup e recuperação de dados em nuvem, respectivamente.

O valor das aquisições não foi revelado pela EMC, mas as soluções das empresas absorvidas pela EMC devem complementar a oferta de produtos da organização em áreas onde ela não tinha nenhuma solução dentro de casa para ofertar aos clientes.

"A gente não tinha uma solução, por exemplo, para fazer backup de algo que está dentro de casa para a nuvem e vice e versa", disse, em referência à solução da Maginatics. "Há clientes hoje que já têm aplicações na nuvem pública, mas não quer o backup na nuvem. Então [Maginatics e Spanning] já foram integradas ao portfólio da empresa".

As duas aquisições são completadas por uma terceira compra de uma startup focada em cloud, a Cloudscaling, anunciada há duas semanas. O papel da Cloudscaling deverá ser no aprimoramento da oferta em OpenStack da empresa, solução de orquestração e automação open source que ganha cada vez mais espaço no mercado.

Na avaliação de Sanchiro, o lançamento da EHC e o anúncio das aquisições representam "uma nova forma de vender infraestrutura" para a EMC, que agora deverá oferecer uma nova alternativa para clientes que já não querem mais investir em sistemas legados e procuram direto a nuvem para novos projetos de TI.

"[O cliente] não quer mais aquele projeto no modelo legado dele, no modelo tradicional onde a EMC sempre teve grande participação no armazenamento", afirmou. "A gente tem que vender algo que faça sentido para o cliente".

As primeiras aquisições do Enterprise Hybrid Cloud baseado em WMware já foram feitas por empresas do setor financeiro no Brasil, mas o nome dos clientes ainda não foram abertos.

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