E-mails de Steve Jobs para Eddy Cue surgem como prova no tribunal

Por Redação | 19.06.2013 às 09:50

Um e-mail supostamente enviado por Steve Jobs para Eddy Cue, atual vice-presidente sênior de software e serviços da Apple, a respeito dos termos de negociação para venda de e-books gerou polêmica no tribunal durante o julgamento do caso antitruste na última segunda-feira (17).

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou um e-mail de Jobs durante o julgamento onde a Apple pedia que as editoras alterassem seus contratos com a Amazon, que seria concorrente da Maçã no segmento de e-books. De acordo com informações do CNET, Cue alegou que nunca recebeu em sua caixa de entrada nenhuma das quatro versões do e-mail que foram apresentadas.

As mensagens, que os advogados da Apple alegam ser apenas rascunhos que nunca foram realmente enviados, são do final de 2009 e início de 2010, época que precede o lançamento do iPad e seu serviço de e-books. Na época, a Amazon cobrava US$ 9,99 por best-sellers em seu catálogo, mas a Maçã queria cobrar cerca de US$ 14,99 para aumentar sua margem de lucro.

Mesmo que os e-mails nunca tenham sido enviados, os promotores do governo argumentam que eles ajudam a estabelecer um padrão onde a Apple é vista como "líder" em uma conspiração com as editoras para forçar a indústria de livros de varejo a adotar preços mais elevados dos e-books, conforme ressalta o Business Insider. Em sua defesa, a Apple afirma que era indiferente aos contratos da Amazon com os editores e que os preços mais altos dos e-books foram definidos pelas próprias editoras, e não pela empresa de Steve Jobs.

Eddy Cue sai em defesa do ex-CEO da Apple dizendo que Jobs ainda estava "cru" em relação ao mercado de livros, e por isso suas mensagens eram confusas e não refletiam a realidade das negociações da empresa com as editoras. No dia 20 de junho, acusação e defesa encerram a apresentação das provas deste julgamento, e em seguida o Departamento de Justiça norte-americano decide se a Apple será considerada culpada ou inocente no caso dos e-books.

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