Desafios da mobilidade corporativa: por onde começar?

Por Colaborador externo | 12 de Novembro de 2014 às 08h00
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por Cesar Bertini*

Pesquisa feita pela IDC aponta que 90% do crescimento da tecnologia da informação entre 2013 e 2020 terá relação com o investimento em cloud computing, mobilidade, Big Data e social business. Entretanto, o que venho observando é que algumas empresas ainda têm dúvidas sobre como e por onde começar a adotar, especialmente, as estratégias relacionadas às aplicações móveis corporativas.

As iniciativas mobile trazem, em especial, uma série de desafios complexos: rápida velocidade de mudança tecnológica; escolha tecnológica complexa, pois diferentes tecnologias são capazes de resolver o mesmo problema; como garantir que a minha informação “mobile” esteja segura; como encontrar um diferencial neste “oceano” de aplicativos móveis e satisfazer os usuários que estão cada vez mais acostumados com aplicativos “descartáveis”, etc.

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As empresas, por conta da sua governança ou estrutura decisória, acabam criando projetos específicos para estas iniciativas. Desta forma, faz-se necessária a aprovação de orçamento específico, processos de contratação complexos, convencimento de muitas áreas da empresa etc. No entanto, cabe aqui o maior desafio: experimente e inove!

A inovação não pode ser tratada como um projeto, mas uma iniciativa que possui um roadmap! Ela não pode esperar o tempo dos processos burocráticos da empresa. A experimentação proporcionada por um ágil processo de inovação possibilita que os acertos sejam comprovados e que os erros sejam facilmente identificados e rapidamente aprimorados. As empresas têm medo de “errar”, mas o maior erro é deixar que os seus concorrentes estejam “testando” as iniciativas móveis e adquirindo conhecimento, enquanto que a sua empresa ainda está planejando algo que nem conhece.

A junção entre velocidade de entrega e um roadmap possibilita que a empresa seja obrigada a pensar simples e ter um claro caminho de evolução na sua estratégia mobile. Desta forma, o diferencial estará sendo criado através do binômio “planejar” e “ajustar”.

Quanto à segurança da informação, a primeira ação é definir o que é importante proteger. Muitas vezes o “go to Market” fica prejudicado pela definição de que tudo precisa ser protegido e a complexidade que isto traz. Faça a seguinte pergunta e analise: a informação “móvel” que você disponibilizará é exclusiva para este tipo de iniciativa ou também está disponível (vulnerável) em outras formas? Gaste tempo protegendo o que é importante.

Um dos mais conhecidos jogadores de futebol americano, Freddie Wilcox, disse certa vez que “o progresso sempre envolve riscos. Você não pode infiltrar-se na segunda base com o seu pé na primeira”.

*Cesar Bertini é CEO da MC1 – multinacional brasileira com foco em processos e inteligência de negócios utilizando a mobilidade como plataforma tecnológica

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