Conselho administrativo da Apple pede para Tim Cook 'acelerar'

Por Redação | 09 de Agosto de 2013 às 15h04

O conselho administrativo da Apple, composto pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, pelo presidente da Intuit, Bill Campbell, pelo CEO da Disney, Bob Iger, só para citar alguns, se pronunciou recentemente afirmando que está preocupado com a recente falha no quesito inovação da empresa, exigindo também que Tim Cook, CEO da Maçã, "acelere" esse processo, como revela reportagem da Fox Business.

Os diretores da companhia começaram a se pronunciar depois que a Apple começou a perder espaço no mercado de smartphones, ter sua participação no mercado de tablets reduzida pela metade e ver o valor de suas ações passarem de US$ 700 (R$ 1.594) registrados no ano passado para a atual marca de US$ 461 (R$ 1.050), o que reduziu em centenas de bilhões o valor de mercado da empresa.

Charles Gasparino, repórter da Fox Business, afirma que o posto de Cook não está em discussão, mas que o conselho está preocupado, com base nas informações que obteve de pessoas próximas a empresa. "O que eles lançaram ultimamente? Eles tiveram o iPad, eles tiveram algumas outras coisas, mas eles não têm nada inovador do que veio de Steve Jobs", escreve Gasparino. "E esta preocupação está se manifestando basicamente em pressão sobre Tim Cook para inovar, fazer algo rápido".

Tim Cook afirmou durante a divulgação dos últimos resultados trimestrais da Apple que produtos inovadores devem ser lançados pela empresa no segundo semestre deste ano, o que provavelmente inclui o iPhone 5S, o iPhone de baixo custo com carcaça de plástico e novas versões do iPad.

No entanto, a Apple tem sentido de perto uma redução significativa de sua participação mundial no mercado de smartphones e esperava bons resultados nas vendas nos Estados Unidos para evitar um colapso trimestral. Mas, o maior mercado de smartphones do mundo não é os Estados Unidos e sim, a China, onde os iPhones são muito caros e a empresa ainda não possui acordo para a venda de seu aparelho com a China Mobile, maior operadora do país asiático com cerca de 700 milhões de clientes.

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