Conheça melhor o sistema de biometria do iPhone

Por Redação | 07 de Março de 2014 às 11h10
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Apesar de ter sido pioneiro na inclusão da verificação de impressões digitais, o iPhone acabou ficando para trás quando a Samsung anunciou seu Galaxy S5 com a mesma tecnologia, só que aberta também aos desenvolvedores. Para a Apple, a proteção de seus usuários é essencial e, justamente por isso, o sistema de biometria funciona apenas para aplicações próprias e não está disponível para parceiros.

É isso que a empresa explica em um documento de 30 páginas, disponível online, que esmiúça todos os aspectos da novidade. Nele a Maçã garante: é praticamente impossível que hackers, cibercriminosos ou até mesmo a NSA tenham acesso às impressões digitais dos usuários, uma vez que todo o processo de transformação dos dados em chave de acesso acontece de forma desconectada.

Segundo explica a empresa, os chips A7 que equipam os iPhones possuem um espaço único, dedicado exclusivamente ao armazenamento de digitais. O sistema do smartphone não tem acesso a esse compartimento e é lá que acontece a transformação da impressão em uma chave criptográfica, essa sim, usada para acessar o próprio celular ou fazer compras pela App Store, por exemplo.

As digitais propriamente ditas não são enviadas pela internet em hipótese alguma. Ao invés disso, somente a chave gerada é transmitida exclusivamente para os servidores da Apple. Mesmo que alguém mal-intencionado estivesse de posse de tais informações, seria impossível revertê-las a seu estado original e obter uma impressão digital total ou parcial.

Os dados também não ficam armazenados no chip e são apagados assim que se transformam na chave de acesso. Essa sim acaba sendo guardada por mais tempo, mas o iOS possui medidas de segurança que a apagam automaticamente no caso de reinicialização do aparelho, cinco tentativas frustradas de login ou 48 horas de inatividade.

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