Como os data centers podem ajudar os CEOs em tempos de recessão

Por Colaborador externo | 02.12.2014 às 10:13

por Eduardo Carvalho*

No final do mês de agosto, foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil referente ao segundo trimestre do ano, que demonstrou uma queda de 0,6% na economia e colocou o país em estado de recessão. Com isso, o crescimento em 2014 não deverá superar 1,5%, sendo que muitos economistas garantem que ele não chegará nem mesmo a 1%. Além disso, o prognóstico para os próximos anos não é dos mais positivos. Em meio à eleição e incertezas no cenário político, a previsão é de que 2015 seja um ano de muitas mudanças econômicas, mas que não devem ter um reflexo imediato na retomada do país. Ou seja, o PIB deve manter a mesma média no ano que está por vir.

O cenário atual faz com que empresas de diversos setores fiquem mais cautelosas na hora de fazer investimentos – comportamento natural em tempos de crise. Em contrapartida, se as companhias travarem os seus aportes, também bloquearão seu crescimento, o que aumenta o risco dos negócios como um todo. Ao avaliar a situação, especificamente do ponto de vista da Tecnologia da Informação, o outsourcing pode ser uma saída inteligente e viável para as organizações que não querem ficar paradas neste período.

Segundo estudo da Frost&Sullivan, empresa de consultoria e inteligência de mercado, a redução de custos com a terceirização de serviços de TI é de cerca de 50% - percentual que pode ser ainda maior em pequenas e médias companhias. Além disso, ao decidir pelo outsourcing dos serviços de TI, as organizações diminuem os riscos financeiros e técnicos, uma vez que o alto investimento em infraestrutura é eliminado e se passa a trabalhar com pagamentos mensais – troca-se o CAPEX (aportes em equipamentos, por exemplo) pelo OPEX (despesas operacionais).

O risco técnico é uma questão que merece, inclusive, um capítulo a parte. Quantas vezes já assistimos empresas perderem negócios ou terem sua imagem prejudicada por conta de problemas com softwares ou sistemas de TI. E isso se repete nos mais diversos setores. Estar dentro de um data center Tier III, que atesta a capacidade de funcionamento de 99,982% do tempo durante todo o ano, certamente é um fator que conta a favor nesse caso.

Outro ponto importante é que poucas organizações têm a visão do data center como um potencializador para a geração de negócios. Afinal, o ambiente reúne milhares de empresas de diversos setores que passam a estar a um cabo de distância dos principais parceiros, fornecedores e clientes. Com isso, vencem a barreira da infraestrutura e podem estabelecer conexões diretas, seguras e de alta performance, aumentando o seu contato com os mais diversos players e ainda reduzindo custos de conectividade à internet.

Apesar de todos os benefícios apontados, o Brasil ainda está atrás de outros países em percentual de empresas que já adotam esse modelo. Hoje, apenas 10% das companhias nacionais têm seus ambientes terceirizados, segundo estudo da 451Research, contra 50% nos Estados Unidos. Porém, há uma tendência clara de crescimento, com grande potencial de expansão no país. Mesmo porque, de acordo com a A.T. Kearney, o Brasil subiu quatro posições no ranking de melhores locais para se terceirizar e hoje ocupa o oitavo lugar na lista, atrás apenas de Índia, China, Malásia, México, Indonésia, Tailândia e Filipinas.

Essa tendência reforça que este é o momento das organizações olharem para si e identificarem a melhor maneira possível de passar pelo período de incertezas que vivemos, mantendo a saúde financeira de seus negócios. Fato é que ter uma infraestrutura própria demanda altos investimentos, enquanto a terceirização, com um fornecedor de qualidade, que garanta eficiência operacional e consistência, pode ser o grande diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma empresa.

*Eduardo Carvalho é presidente da Alog Data Centers do Brasil.