Carro que dirige sozinho do Google pode não ser tão bom quanto pensamos, diz MIT

Por Redação | 02 de Setembro de 2014 às 11h03
photo_camera Reprodução

Quando o Google mostrou ao mundo seu projeto de carro sem volante e que dirige sozinho em maio, muitos ficaram boquiabertos e maravilhados com aquela que aparentemente é a próxima maravilha tecnológica. Contudo, quase quatro meses depois, um estudo do Massachusetts Institute of Technology, o MIT, indica que as coisas podem não ser tão maravilhosas assim.

Segundo o renomado instituto, os carros que dirigem sozinho do Google se baseiam tanto em mapas e em dados detalhados das estradas que eles não conseguirão se guiar em praticamente 99% das estradas dos EUA. Além disso, o estudo destaca que embora o protótipo já tenha sido testado extensivamente, nenhum dos testes foi conduzido em condições adversas de tempo, como em nevascas ou fortes chuvas.

Segundo os pesquisadores do MIT, o Google não especificou quão bem os sistemas implantados nos carros detectam e discriminam as partículas de chuvas e neve dos demais objetos. Para respaldar a teoria, os estudiosos citam a incapacidade da tecnologia de detecção de objetos em lidar com a incidência direta de raios solares em suas câmeras, que pode acabar desorientando o veículo. Além disso, há uma série de outros obstáculos que precisariam ser interpretados corretamente a fim de evitar acidentes, como buracos, pedestres correndo pelas avenidas e até mesmo outros automóveis estacionados junto ao meio fio.

Chris Urmson, diretor da equipe que desenvolve o carro no Google, reconhece as limitações do carro e que ainda há muito a ser trabalhado no sistema de navegação que o equipa. Ele inclusive cita que é possível tapear o sistema, já que por enquanto a tecnologia enxerga pedestres como colunas de pixels se movendo pela rua. "Isso realmente pode ser um problema", diz ele antes de exemplificar que ainda não seria possível reconhecer um policial acenando e pedindo para que os carros parem.

Outro ponto visto com preocupação pelo MIT é a complexidade envolvida na formação das rotas para onde o usuário pretende ir com o carro. Segundo os pesquisadores, essa é uma tarefa muito mais complexa do que o traçado feito pelo Google Maps, que apenas descobre a melhor rota e oferece instruções para o condutor. Para o carro que dirige sozinho, entre outras coisas, o sistema precisaria determinar quais trechos de estrada possuem semáforos e a adição de novos no percurso poderia causar problemas ou até mesmo acidentes.

Sobre o assunto, a empresa rebateu a teoria do instituto de tecnologia afirmando que está trabalhando numa forma de atualização em tempo real feita pelo próprio veículo. Com ele, o carro registraria quando encontrasse novos semáforos e enviaria essa informação para que o software de mapeamento seja atualizado com ele.

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