Carro do Google que dispensa motorista agora identifica semáforos e ciclistas

Por Redação | 29 de Abril de 2014 às 09h14
photo_camera Divulgação

Há algum tempo, algumas empresas anunciaram protótipos de carros autônomos, mas imaginar um veículo que de fato dirija sozinho talvez pareça algo futurista demais. No entanto, esses automóveis que dispensam motoristas já são realidade e um dos pioneiros na indústria, o Google, revelou novidades sobre o projeto que deve chegar às ruas até o final desta década.

Uma das dificuldades enfrentadas por todas as companhias que apostam nessa tecnologia é colocá-la para circular em vias movimentadas, ou seja, no meio do trânsito. Até agora, os testes foram realizados apenas em estradas vazias e sem outros veículos, o que de certa forma tornou os experimentos menos complicados. Agora, a gigante das buscas afirma ter aprimorado os componentes de seus automóveis sem motorista para detectar vários elementos e situações no cotidiano.

Chris Urmson, diretor do projeto, afirmou em uma publicação no blog oficial da empresa que os veículos já são capazes de percorrer ruas de centros urbanos e identificar inúmeros acontecimentos ao redor. Urmson diz que, desde agosto de 2012, os carros do Google rodaram 1,1 milhão de quilômetros pelas vias de Mountain View, na Califórnia (EUA) - cidade onde fica a sede da companhia -, nas quais se submeteram a diferentes situações, regras e objetos que se movimentam nas estradas e podem influenciar na condução do automóvel.

Segundo o executivo, o sistema do veículo agora identifica simultaneamente elementos presentes diariamente no trânsito, como pedestres, ônibus, semáforos, guardas de sinalização, gestos de ciclistas e lombadas. O software do carro fica atento a tudo isso para responder de forma instantânea a qualquer mudança - por exemplo, se um ciclista precisar atravessar uma faixa e fizer um gesto com o braço, o automóvel dá passagem ao usuário. O mesmo vale se um pedestre for atravessar a rua e o carro precisar fazer uma curva; nesse caso, ele espera a pessoa passar com segurança antes de concluir a intersecção.

Mesmo sem detalhar como funciona o sistema - sabe-se apenas que são dezenas de sensores, lasers e radares dentro do próprio veículos -, os engenheiros do Google explicam que a plataforma inteligente consegue processar muito mais informações ao mesmo tempo do que motoristas humanos, o que garante atenção e segurança durante todo o percurso, evitando batidas e outros acidentes.

"O que parece caótico e aleatório ao olho humano em um trecho urbano é, na verdade, bastante previsível para um computador. Conforme deparávamos com milhares de situações distintas, íamos construindo modelos de software capazes de prevê-las, das mais prováveis (um carro frear no sinal vermelho) à improvável (ele furar o sinal)", disse Urmson.

Os avanços são promissores, mas o próprio Google afirma que ainda há muito o que fazer antes de colocar um carro autônomo para circular em ruas e avenidas. Afinal, os testes ocorreram apenas em Mountain View e cada cidade possui vias diferentes umas das outras. No entanto, Urmson e sua equipe estão confiantes de que não vai demorar tanto tempo até que um automóvel desse tipo chegue ao mercado, já que "milhares de situações que seriam obstáculos há dois anos já podem ser experimentadas de forma autônoma".

Para exemplificar tais avanços, a companhia divulgou um vídeo que mostra o funcionamento do sistema, que vai equipado em uma frota modificada do Toyota Lexus. A expectativa do Google é que a tecnologia seja lançada comercialmente em 2017.

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