Cai por terra fusão entre HP e EMC

Por Redação | 23.09.2014 às 13:38

A EMC e a HP, por muito pouco, não juntaram suas estruturas. É o que afirma a edição desta segunda-feira (22) do jornal americano The Wall Street Journal, que publicou matéria afirmando que as duas companhias de tecnologia participaram de longas negociações sobre uma possível fusão, que acabou caindo por terra devido a um desacordo quanto aos termos financeiros do negócio.

A conversa seria um reflexo da iminente saída do CEO da EMC, Joe Tucci, e de um já longo descontentamento dos acionistas da empresa com seus resultados financeiros. De acordo com fontes ligadas ao negócio, porém, estes mesmos investidores também não estavam muito felizes com a possibilidade de fusão, principalmente pelo fato de ela acontecer em “termos iguais” e não resultar em mudanças profundas na gestão de nenhuma das companhias envolvidas.

Um dos principais players dessa possível mudança é o fundo de investimentos Elliott Management, que adquiriu uma boa porcentagem de ações da EMC no início de 2014 e, desde então, vem pedindo que a diretoria da empresa modifique um pouco as coisas. Entre as mudanças sugeridas estariam a separação da divisão especializada em VMware, além de incrementos nos setores de hospedagem e computação na nuvem, vistos como uma das grandes vedetes do mercado atual.

Se tivesse ido adiante, o negócio criaria uma companhia com capital de cerca de US$ 130 bilhões, mas poucas alterações em suas estruturas. A ideia original era que Joe Tucci saísse da direção da EMC mas permanecesse como membro da diretoria após a união, com a CEO da HP Meg Whitman agindo como a diretora de toda a operação combinada.

O temor de um escrutínio adicional por parte de autoridades americanas e internacionais, porém, também teria desmotivado o andamento das negociações. A união criaria uma empresa gigantesca e, sendo assim, órgãos fiscais e de regulamentação teriam que investigar toda a questão, adiando ainda mais a conclusão de uma possível fusão.

Pensando nisso, a EMC também teria buscado dar as mãos à Dell, mas em um negócio um pouco diferente. Aqui, a fabricante de computadores assumiria o controle de apenas partes da empresa de infraestrutura, em um negócio de spinoff semelhante ao que a Elliott Management vem advogando junto à sua diretoria.

Nenhuma das empresas envolvidas falou sobre o assunto; HP e Dell não se pronunciaram, enquanto a EMC disse apenas que não comenta rumores ou especulações. Mesmo assim, apenas a notícia em si foi suficiente para um pequeno movimento de alta nas ações da companhia que, no momento em que este texto é escrito, opera com alta de 1,25% na Bolsa de Nova York e um valor de US$ 29,90 por ação.