CEO do Snapchat prevê futuro não muito brilhante para o Facebook

Por Redação | 22 de Dezembro de 2014 às 07h35
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O investimento em setores promissores da tecnologia parece ser uma forma segura de aplicação, mas isso não significa que deve-se confiar cegamente na área. Foi isso que o CEO do Snapchat, Evan Spiegel, disse em um dos e-mails vazados para um executivo da Sony que também é um dos membros do conselho do aplicativo. Spiegel acredita que o Facebook pode ter um futuro bem parecido com o do Yahoo — e pelos mesmos motivos.

Um breve resumo

Com a alta das ações de empresas de comuniçação e informação baseados na Internet, o Yahoo tornou-se uma das gigantes no ramo. Essa foi a época da chamada "fomação da bolha da internet". Durante esse período de boom, o Yahoo chegou a ter um valor de mercado de 128 bilhões de dólares. Com o passar do tempo e a diminuição do entusiasmo na área, essa quantia diminuiu para menos de US$ 10 bilhões. O principal motivo seria a própria redução no número de anunciantes, isso porque quem comprava publicidade era, principalmente, outras empresas "pontocom" que também sofreram ou sumiram do mercado com o estouro da bolha.

Similaridades com o Facebook

Evan considera que a rede social tem investidores bem parecidos com a antiga gigante, e pode sofrer do mesmo mal. Ele acredita que o financiamento de alto risco para startups, que são as que mais pagam por divulgação no Facebook, vai diminuir e isso levaria o Facebook a ter problemas, já que as grandes marcas mais estabelecidas ainda não fizeram um caminho completo para a famosa rede social. Ou seja, "quando o mercado de ações de tecnologia esfriar, o valor de mercado do Facebook vai despencar", disse Spiegel.

Mas será que esse cenário desenhado por Spiegel está mesmo prestes a acontecer? O CEO do Snapchat parece ter ignorado o fato de que muitas empresas estão, sim, caminhando a passos largos em direção às redes sociais. Em um evento do site Business Insider, foi perguntado a uma executiva da empresa Target onde eles fariam o corte de gastos em publicidade, caso precisassem: TV ou Facebook. Ela respondeu que ambos são extremamente importantes e que seria uma escolha muito difícil, mas que cortaria todos os outros gastos (exceto televisão) antes de parar de investir em propaganda na rede social.

Na verdade, também é preciso entender o contexto em que esse email vazado está inserido. Na mensagem eletrônica, Spiegel estava se comunicando com um investidor do Snapchat, e queria explicar a ele o motivo de ter recusado a oferta de US$ 3 bilhões de Zuckerberg para a compra do aplicativo. Então, nada melhor do que desenhar um futuro trágico para a rede social na intenção de convencê-lo de que a recusa à oferta foi a melhor escolha.

Não é difícil perceber que o Facebook é, sim, muito dependente de startups — basta fazer uma breve análise dos anúncios expostos na sua timeline. A rede social, no entanto, não diz a porcentagem que esse perfil de anunciantes representa para o seu faturamento total.

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