CEO da Nokia fala sobre a reinvenção da empresa após venda para a Microsoft

Por Redação | 12.09.2013 às 16:34

A Nokia voltou aos holofotes na última semana após vender sua divisão de dispositivos e serviços para a Microsoft. Nós já vimos os benefícios que a transação pode trazer para a empresa de Redmond, mas o que esse negócio significa para a Nokia e as demais divisões que lhe restaram?

Para responder a essa pergunta, a equipe de comunicação da própria empresa finlandesa conversou com Risto Siilasmaa – um empresário finlandês, presidente fundador do conselho da F-Secure, presidente do conselho da Nokia desde maio de 2012, e atual CEO interino da empresa.

O homem que vai continuar liderando a Nokia no que a empresa chama de "próximo capítulo", acredita que a companhia fez um grande trabalho na criação de produtos inovadores para o mercado dinâmico de dispositivos móveis, "como o Lumia 1020".

Entre desafios e emoções, a realidade é uma só: a Nokia não é mais uma fabricante de telefones. "A Nokia será muito diferente sem a divisão de dispositivos móveis e serviços. Mas vai ser uma empresa forte, com as finanças saudáveis e três grandes negócios – NSN, HERE e tecnologias avançadas", disse o executivo. "Com a recente decisão, 32 mil dos nossos 88 mil funcionários e pouco menos da metade da receita anual se move para a Microsoft. Esta é uma verdadeira mudança transformacional para a Nokia".

Três pilares

Essencialmente, a Nokia agora vai focar em três áreas: redes, mapeamento do HERE e seu novo negócio de tecnologias avançadas. O Nokia Solutions and Networks (NSN) fornece equipamentos de telecomunicações e se concentra em banda larga móvel, enquanto o HERE é uma aposta da empresa em serviços de mapeamento e localização. O HERE já funciona nos dispositivos com Windows Phone, mas a empresa tem ambições maiores e pretende entrar no mercado de automóveis.

Já o setor de "Tecnologias Avançadas" é, essencialmente, uma divisão de pesquisa e desenvolvimento focado em novidades. Há muito tempo, a Nokia construiu um forte portfólio de patentes, com uma variedade de dispositivos móveis e de dados. A ideia é aumentar ainda mais essa lista de registros de inovações.

Siilasmaa relembra que os dispositivos Nokia têm conectado as pessoas ao redor do mundo por décadas – tanto que a fabricante é responsável pela criação de nove dos 10 celulares mais vendidos de todos os tempos – e que a ideia é continuar a ser uma força global.

Agora, o executivo está encarregado de reinventar o que sobrou da Nokia e encontrar um novo CEO para a empresa. Muitos podem ter lamentado a venda de parte do coração da Nokia para a Microsoft, mas Siilasmaa acredita que os funcionários que ficaram na companhia finlandesa vão "fazer as pessoas lembrarem o que a Nokia realmente representa". O CEO interino está otimista em relação às mudanças, e acredita que "este é o começo dos próximos 150 anos de história da Nokia".