Preocupação com testes em setor de TI cria oportunidades para CA Technologies

Por Rafael Romer | 22.05.2014 às 11:03

A empresa do setor de soluções de gerenciamento de TI, CA Technologies, promoveu na última terça-feira (21) a terceira edição de seu evento de relacionamento CA Expo. Com o tema de central da “Inovação no Centro do seu Negócio”, o evento promoveu palestras em seis arenas diferentes para discutir o futuro da TI e negócios nos próximos anos.

O evento ocorre em um período no qual a própria CA Technologies passa por transformações internas de processos e estratégia, cujo foco é um programa de rabalanceamento e investimentos em inovação para mercados de crescimento mais novos. Entre eles, o Brasil, que entregou bons resultados na avaliação da empresa.

Na semana passada, a empresa anunciou seus resultados consolidados para o ano fiscal de 2014, que mostraram uma queda de 2% na receita global, que totalizou US$ 4,5 bilhões. Para o ano fiscal de 2015, a empresa espera nova redução da receita de até 2%.

"A receita ainda não está onde nós gostaríamos que estivesse e nós não estaremos satisfeitos até que estivermos impulsionando o crescimento significativo para nossa empresa e nossos acionistas", comentou o CEO da empresa, Mike Gregoire, após o anúncio dos resultados.

Apesar do clima de incerteza, o vice-presidente do setor de gerenciamento empresarial da CA, Rosano Moraes afirma que a empresa passa por um bom momento no Brasil e está aproveitando um mercado de desenvolvimento de TI que está cada vez mais preocupado com a qualidade de seu produto final. "A confiabilidade é algo que está em voga, nós vemos muita procura em relação a fazer as coisas de forma correta, uma vez só, e que, na entrega, tenha qualidade", opinou o executivo em entrevista ao Canaltech.

Para o executivo, a tendência é algo que não se observava muito no setor de tecnologia, acostumado a prover insumos para outros setores de negócios, mas nem sempre preocupado com a qualidade final das soluções. "Eu via muita gente lançando muitas coisas na rua sem testar, sem entender como vai ser o desempenho na produção", explicou Moraes.

Essa nova tendência, segundo Moraes, é decorrente de um cuidado maior da TI com usuários finais cada vez mais exigentes em relação à interface e experiência de aplicações corporativas.

Atualmente, uma das principais linhas de trabalho da empresa é o setor apelidado de DevOps, que tem como função principal unir o desenvolvimento e operações de TI para suportar a inovação na mão do usuário final de forma mais acelerada. "Você tem que ter a liberdade de testar o código que você está criando com ambientes e dados de produção para que você consiga desenvolver o código de primeira mão com qualidade", afirma.

Aeroporto Internacional de Guarulhos

Case de uso das soluções da empresa para otimização de TI, a CA apresentou durante o evento o caso do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, que recentemente adotou serviços de virtualização. Com o desafio de acelerar as obras de construção de seu novo terminal de passageiros, o aeroporto adotou soluções CA Lisa para proteger, gerenciar e testar aplicações críticas de TI.

"O intuito final deles é otimizar e automatizar procedimentos", explicou Moraes. "[A TI] tem uma série de restrições orçamentárias. Então a gente virtualiza um ambiente, pega dados da produção, coloca nesse ambiente e faz com que a coisa caminhe de forma mais rápida".

Inaugurado oficialmente no último dia 12 pela presidente Dilma Rousseff e pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o novo Terminal 3 será voltado para voos internacionais e terá capacidade para 34 aeronaves e 12 milhões de pessoas por ano na primeira fase. A expectativa da concessionária do aeroporto é de que GRU passe a receber um total de 60 milhões de passageiros por ano até 2022.

Na parte de TI, a solução de virtualização da CA permitiu que a infraestrutura fosse testada de maneira intensiva para reduzir o risco de falhas durante as operações do aeroporto.

Em sua apresentação do case para os participantes do evento, a gerente de aplicações da Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos, Mônica Trapp, explicou que a equipe de TI do GRU foi capaz de antecipar erros "básicos" e reduzir os problemas a zero. Para isso, a equipe aplicou camadas de virtualização sobre seus sistemas de controle de passageiros, bagagem, billing e administração. Dessa forma os sistemas foram estressados além de sua capacidade máxima (breakpoint) para testar a performance e simular problemas.