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BlackBerry e Zynga estão na lista das empresas que devem desaparecer até 2015

Por Redação | 14 de Julho de 2014 às 12h40
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Nos últimos dois anos, gigantes da tecnologia iniciaram um ciclo de aquisições bilionárias que, ao que tudo indica, está longe de acabar. O Google adquiriu companhias como a Nest Labs, Skybox e Boston Dynamics, enquanto o Facebook comprou o Instagram, WhatsApp e mais recentemente a Oculus VR, desenvolvedora dos óculos de realidade virtual Rift.

Em meio a tantas vendas e fusões, outras empresas parecem lutar para resistir a um fim praticamente certeiro, entre elas a BlackBerry, fabricante de celulares voltados para o mercado corporativo, a DirecTV, que fornece serviços de TV por assinatura, e a Zynga, popular pela criação de jogos em redes sociais. As três entidades aparecem na lista de 10 marcas norte-americanas que devem desaparecer em 2015, elaborada por analistas do site 24/7 Wall Street, e divulgada na última semana.

Para prever quais companhias serão extintas nos próximos anos, os especialistas do 24/7 utilizam um critério baseado em informações de mercado, como queda nas vendas de produtos e perdas recentes. No caso da BlackBerry, esses números são bastante significativos, já que a participação da empresa no ramo de smartphones caiu de 19,5% em 2010 para menos de 1% em 2013. A Zynga segue um caminho semelhante pois não consegue engrenar nenhum novo serviço desde que encerrou sua parceria com o Facebook. Só no primeiro trimestre de 2014, a companhia perdeu quase metade dos usuários – 28 milhões, contra 52 milhões do mesmo período do ano passado.

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Além dos prejuízos, outro fator levado em consideração pelo 24/7 Wall Street é o lucro gerado por aquisições, como é o caso da DirecTV, detentora de 93% da Sky Brasil. No final de maio deste ano, a empresa foi comprada pela AT&T (American Telephone and Telegraph), principal companhia de telecomunicações dos Estados Unidos, numa transação de US$ 48,5 bilhões. Como a AT&T não apresenta índices ruins no mercado, o natural é que as duas corporações se unam em uma só empresa.

Nos últimos cinco anos, analistas do 24/7 Wall Street previram que 49 companhias iriam desaparecer completo, e acertaram 24. Da lista das empresas que devem sumir até o fim de 2014, o site acertou, por enquanto, apenas 2. "Considerando que essas marcas foram escolhidas entre um universo de milhares, acreditamos que é um recorde impressionante", afirma Douglas McIntyre, da equipe de analistas do portal.

Veja abaixo as empresas que devem desaparecer até o final de 2015:

1. Lululemon
2. DirecTV
3. Hillshire Brands
4. Zynga
5. Alaska Air
6. Russell Stover
7. Shutterfly
8. Time Warner Cable
9. BlackBerry
10. Aeropostale

Fim da linha para a BlackBerry?

Os últimos relatórios financeiros da BlackBerry apontam que a empresa teve redução em sua receita de apenas 1% se comparada ao trimestre anterior, fechando em US$ 966 milhões. Durante o período, a venda de smartphones da empresa subiu, passando de 1,3 milhões no semestre anterior para 1,6 milhões de aparelhos – números modestos em relação a outros concorrentes, como a Apple, que vendeu 43,7 milhões de iPhones no mesmo período.

Desde o final de 2013, a companhia mudou seu foco para atrair mais consumidores corporativos, mercado no qual a empresa é mais conhecida. As mudanças mais recentes na corporação incluíram o desligamento da cantora pop Alicia Keys, nomeada como diretora criativa global pelo ex-CEO da empresa, Thorsten Heins, em janeiro do ano passado, e a contratação Ron Louks, ex-executivo da HTC Corp. e da Sony Ericsson, para gerenciar seu negócio de aparelhos.

No entanto, contrariando todas as previsões, a companhia canadense tem negado nos últimos meses os rumores de que irá encerrar definitivamente seu negócio de smartphones. Prova disso são dois novos celulares que devem ser lançados em setembro, o BlackBerry Classic e o BlackBerry Passport. "Temos muitos problemas, mas a BlackBerry ainda não está morta. E tenho muita confiança de que vamos conseguir ressuscitar o paciente", disse o CEO da empresa, John Chen, no final de maio.

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