Black Friday: Facebook e Twitter decepcionam ao referenciar clientes para lojas

Por Redação | 26 de Novembro de 2012 às 15h14

A Black Friday, que aconteceu na última sexta-feira (23), movimentou muitas lojas e consumidores nos Estados Unidos e Brasil. E a IBM divulgou um levantamento sobre as compras online durante o evento e afirmou que poucas compras foram direcionadas a partir das redes sociais na edição 2012 do evento.

Durante a Black Friday, em média, cada comprador online adquiriu 5,6 itens por pedido, número 13% abaixo do registrado no ano anterior. E esta quantidade ainda foi 40% menor do que a registrada na sexta-feira anterior ao evento, no dia 16 de novembro.

O engajamento e o redirecionamento de consumidores a partir dos sites sociais, como Facebook e Twitter, ficaram muito abaixo do ano anterior. Apenas 0,68% das compras online da Black Friday foram direcionadas a partir do Facebook, contra 1% do ano anterior, enquanto o Twitter não redirecionou praticamente nenhum cliente durante o período de descontos. Este ano, o microblog atingiu 0,005% de participação, contra 0,02% de 2011.

O levantamento ainda registrou que a 'sessão' de compras online teve duração média de 6 minutos e 39 segundos, apresentando redução de 10% em relação à Black Friday de 2011. Já a 'taxa de conversão' - número de pessoas que visitaram o site no período e realmente adquiriram algo - foi de 4,58%, contra 9% do período anterior.

Os smartphones e tablets representaram 16% das vendas registradas na Black Friday, contra 10% de 2011. Os dispositivos móveis também foram responsáveis por 24% do tráfego de sites de compras, contra 14% do ano anterior. Os iPads representaram 10% do tráfego; iPhones 9% e tablets e smartphones equipados com Android 5,5%, apresentando um leve aumento em comparação a 2011, quando a plataforma do Google registrou 4% do tráfego de sites.

Vendas online Black Friday

Reprodução: IBM

Esses números indicam que os aparelhos móveis têm crescido e já compõem parcela significativa do tráfego de sites e vendas, mas ainda não conseguiram superar outros meios. Mesmo com os smartphones dominando 55% do mercado norte-americano, o tráfego a partir dos aparelhos (e também a partir dos tablets) ainda fica abaixo dos 25% do tráfego total.

Os usuários de aparelhos da Apple continuam sendo os mais engajados em comércio eletrônico, algo que os usuários Android parecem não realizar muito a partir dos seus smartphones ou tablets.

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